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PGR pede que inquérito sobre respiradores que envolve Rui Costa volte ao Supremo Tribunal Federal | Collector
PGR pede que inquérito sobre respiradores que envolve Rui Costa volte ao Supremo Tribunal Federal

PGR pede que inquérito sobre respiradores que envolve Rui Costa volte ao Supremo Tribunal Federal

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) que o inquérito sobre as supostas irregularidades na compra de respiradores pelo então governador da Bahia, Rui Costa (PT), volte a tramitar no Supremo Tribunal Federal (STF). Rui foi ministro da Casa Civil do governo Lula até março, quando deixou o cargo para disputar a eleição ao Senado neste ano. A informação foi revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pelo GLOBO. A apuração trata de um suposto desvio na aquisição de 300 equipamentos para o combate à Covid-19 em meio à pandemia, em 2020. O contrato assinado pela gestão do petista custou R$ 48 milhões, mas os respiradores não foram entregues. A PGR afirmou que, além do desvio, apura crimes de lavagem de dinheiro e ocultação de recursos que teriam se perpetuado enquanto Rui era ministro. “A ocultação de valores em apuração reúne esses elementos. É crime permanente que, segundo os indícios coligidos, teve início no contexto da contratação assinada por Rui Costa como Governador e se manteve, sem solução de continuidade, durante o período em que ele ocupou o cargo de Ministro de Estado", diz o texto. Segundo a PGR, há diligências em curso para identificar onde estão esses valores. "Enquanto o agente mantém os valores fora do alcance das autoridades, a conduta se renova a cada dia. Os recursos não desapareceram; foram convertidos em patrimônio que permanece oculto e que, segundo todos os indícios, persiste oculto no momento presente", acrescentou o ofício. Procurado, o ex-ministro ainda não se posicionou. O pedido da PGR foi enviado ao ministro do STJ Og Fernandes, que relata o caso na Corte. Em agosto de 2025, a PGR havia pedido para encaminhar a investigação ao STJ, o que foi atendido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino. Na época, os procuradores basearam o pedido no novo entendimento firmado pelo plenário do Supremo sobre o foro por prerrogativa de função — segundo o qual a competência diz respeito aos crimes imputados durante o exercício do cargo e em razão dele. Os fatos investigados remontam à época em que Rui Costa era governador da Bahia e presidia o Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável do Nordeste (Consórcio Nordeste) — responsável pela compra dos aparelhos. O inquérito foi instaurado pela Polícia Civil da Bahia, em 2020, e desde então tem sofrido percalços em função do debate sobre a competência do foro adequado. No ofício, a PGR criticou os constantes deslocamentos de tribunais, dizendo que isso resultou na paralisação de diligências - por isso, a fixação do caso no Supremo conferiria maior "estabilidade", segundo a PGR. “Em seis anos, a apuração foi declinada do juízo estadual ao STJ, deste ao STF, do Supremo à Justiça Federal da Bahia, desta novamente ao STJ, daqui ao Supremo, e do Supremo de volta a esta Corte. Cada deslocamento implicou translado, redistribuição e paralisação das diligências. A fixação da competência no Supremo Tribunal Federal, órgão de maior graduação, confere estabilidade à persecução e elimina a oscilação de competência”, concluiu o texto.

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