VISÃO
Passei lá hoje à porta e lembrei-me de que o velho cinema Paris, na Rua Domingos Sequeira, à Estrela, prepara-se mesmo para trocar a plateia, os camarotes e os fantasmas de Marlene Dietrich — já todos destruídos — por um prédio com “19 fogos”, 37 lugares de estacionamento e a habitual elegia lisboeta: primeiro deixa-se morrer, depois chama-se progresso O conteúdo Já não temos Paris ou quando íamos ao Paris sem sair da Estrela aparece primeiro em Visão .
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