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Um relacionamento não pode ser motivo de medo e tensão permanente
Jornal O Globo

Um relacionamento não pode ser motivo de medo e tensão permanente

Estava lá pelos meus 40 anos quando houve um surto feminino coletivo chamado Cinquenta Tons de Cinza. O best-seller que vendeu mais de 100 milhões de cópias ao redor do planeta virou filme, tema de incontáveis clubes de leitura e fez uma legião de mulheres suspirar pelo personagem masculino, que atende pelo nome de uma antiga marca de cosméticos de má reputação. O tal milionário bonitão Christian Grey procurava uma companheira para dominar, com tapas, amarrações, chicotadas. E mais: alguém que se sujeitasse a controle permanente, falta de intimidade emocional, tratamento de silêncio, tudo isso sem questionar. A trama mirou no fetiche e acertou na violência doméstica. O que me fez pensar, já naquela época, em como agressões podem ser romantizadas. A vítima em questão, Anastasia Steele, se apaixonou pelo predador e se atormentava pensando em como resolver os traumas de infância dele, em vez de fingir que ia comprar cigarro e desaparecer. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

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