Jornal O Globo
O gol marcado por Endrick na vitória do Brasil sobre o Egito segue repercutindo fora do país. Nesta segunda-feira, o jornal espanhol AS publicou uma análise defendendo que o jogador do Real Madrid está pronto para assumir a histórica camisa 9 da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026. Na visão do periódico, o atacante de 19 anos aproveitou a oportunidade recebida por Carlo Ancelotti para enviar um recado claro ao treinador. "Estou aqui". Essa teria sido a mensagem transmitida por Endrick ao marcar o gol da vitória brasileira após sair do banco de reservas no amistoso preparatório para o Mundial. "O número 9 é uma instituição no Brasil", escreveu o AS, lembrando nomes históricos como Ronaldo Nazário, dono da camisa na conquista da Copa do Mundo de 2002. O jornal espanhol argumenta que Endrick tem números superiores aos dos concorrentes diretos pela posição. Jornal espanhol elogia Endrick Reprodução Atualmente, a camisa 9 pertence a Matheus Cunha, mas o AS destaca que o jogador do Manchester United soma um gol e duas assistências em 23 partidas pela Seleção. Já Endrick acumula quatro gols e duas assistências em apenas 17 jogos, tendo iniciado como titular em somente duas oportunidades. Segundo a publicação, o aproveitamento do jovem atacante é significativamente superior ao dos demais concorrentes, incluindo Igor Thiago. O desempenho também é visto como um novo capítulo na relação entre Endrick e Ancelotti. Durante a passagem do treinador pelo Real Madrid, o brasileiro teve espaço limitado no elenco principal. Ainda assim, encerrou a temporada com sete gols e uma assistência em 847 minutos distribuídos por 37 partidas. Para o AS, a chegada de ambos à Seleção Brasileira pode representar uma oportunidade de parceria mais duradoura. O jornal lembra que, mesmo sem sequência como titular, Endrick manteve média de participação em gols considerada elevada para um jogador da sua idade. Comparação com Pelé A publicação espanhola vai além e afirma que o atacante já demonstrou maturidade suficiente para assumir a responsabilidade de ser o centroavante brasileiro em um Mundial. O texto cita inclusive o exemplo de Pelé, campeão do mundo aos 17 anos em 1958, para destacar que a juventude não deveria ser um obstáculo para Endrick. Embora ressalte que comparações com o Rei do Futebol sejam inevitavelmente exageradas, o AS conclui que o atacante está fazendo o suficiente para convencer Ancelotti de que merece uma oportunidade entre os titulares.
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