Jornal O Globo
O vulcão Villarrica, um dos mais ativos do Chile, apresentou nos últimos dias um aumento da atividade superficial, com episódios recorrentes de incandescência na cratera, maior emissão de gases e crescimento da radiação térmica detectada por satélites. O fenômeno levou autoridades chilenas a reforçarem o acompanhamento do maciço, localizado entre as regiões de La Araucanía e Los Ríos. Onda de calor na Europa: pai morre ao salvar duas pessoas de afogamento no Reino Unido; número de vítimas chega a 18 Do Rio Reno ao Atlântico Norte: entenda a viagem de mais de 8 mil km feita por salmões Os registros mais recentes foram feitos por câmeras de monitoramento instaladas ao redor do vulcão, que flagraram o aumento da frequência da incandescência observada no interior da cratera desde a última quarta-feira. A atividade também foi acompanhada por uma coluna de gases visível de diferentes pontos da região, chamando a atenção de moradores e turistas em cidades próximas, como Pucón e Villarrica. Initial plugin text Initial plugin text Com a melhora das condições meteorológicas no sábado, imagens compartilhadas nas redes sociais mostraram uma intensa pluma saindo do topo do vulcão. O cenário levou o Serviço Nacional de Geologia e Mineração (Sernageomin) a divulgar relatórios especiais para detalhar a evolução da atividade observada nos últimos dias. Segundo o Observatório Vulcanológico dos Andes Meridionais (Ovdas), sensores instalados no entorno do maciço detectaram aumento da radiação térmica e das concentrações de gases vulcânicos. Durante a madrugada deste domingo, equipamentos registraram emissões provenientes da cratera que atingiram cerca de 460 metros de altura, com dispersão predominante em direção leste-nordeste. Os especialistas também identificaram um aumento em parâmetros ligados à movimentação de fluidos no interior do sistema vulcânico. Episódios de sismicidade de longo período foram observados durante os momentos de maior atividade, indicando mudanças na dinâmica interna dos condutos mais rasos. A avaliação técnica é que o comportamento recente esteja associado a alterações na superfície do lago de lava existente dentro da cratera. De acordo com o Sernageomin, os dados observados são compatíveis com um sistema de conduto aberto e com a aproximação desse lago de lava da superfície. Apesar da intensificação observada em alguns indicadores, os órgãos de monitoramento afirmam que não foram detectados sinais de aumento da atividade explosiva. O sinal sísmico permanece sem alterações significativas de magnitude, enquanto os registros de explosões acústicas seguem classificados como de baixa energia. Por esse motivo, o vulcão continua sob Alerta Técnico Verde, o nível mais baixo da escala utilizada pelas autoridades chilenas. A classificação indica que a atividade permanece dentro dos parâmetros considerados normais para o sistema vulcânico. O Serviço Nacional de Prevenção e Resposta a Desastres (Senapred) informou, no entanto, que explosões repentinas sem sinais precursores não podem ser totalmente descartadas, uma característica associada ao comportamento histórico do Villarrica. As autoridades mantêm monitoramento permanente da área por meio de câmeras, sensores sísmicos, equipamentos de medição de gases e imagens de satélite. O Senapred também informou que segue coordenado com órgãos regionais de emergência para eventual adoção de medidas de resposta caso haja mudanças no cenário atual.
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