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Mãe vende doces no AC para arrecadar recursos e levar filha para tratamento no Rio de Janeiro | Collector
Mãe vende doces no AC para arrecadar recursos e levar filha para tratamento no Rio de Janeiro
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Mãe vende doces no AC para arrecadar recursos e levar filha para tratamento no Rio de Janeiro

Kerolay Reis, de 34 anos, iniciou campanha e venda de doces para conseguir levar a filha de 2 anos, Maris Elis, para ser atendida em uma instituição especializada no Rio de Janeiro Arquivo pessoal A personal trainer Kerolay Reis, de 34 anos, vende doces em uma campanha de arrecadação de recursos para levar a filha Maria Elis, de 2 anos, para uma avaliação médica na Rede Sarah de Neurorreabilitação, no Rio de Janeiro. A criança nasceu com encefalopatia crônica não evolutiva, conhecida como paralisia cerebral, e foi selecionada para o atendimento na instituição de saúde especializada em neurorreabilitação e ortopedia após um processo de inscrição feito pela mãe. ✅ Participe do canal do g1 AC no WhatsApp A consulta está marcada para o dia 27 de julho, mas Kerolay pretende chegar à capital fluminense dois dias antes para que Maria Elis consiga se adaptar ao local e evitar imprevistos. Apesar da rede oferecer as consultas e o acompanhamento especializado de forma gratuita, todas as demais despesas da viagem como as passagens, hospedagem, alimentação e transporte precisam ser custeadas. Os custos da viagem são elevados, com as passagens aéreas, de ida e volta, custando em torno de R$ 2,4 mil por pessoa. Enquanto a hospedagem mais barata encontrada para 15 dias custa aproximadamente R$ 3,5 mil. LEIA TAMBÉM: 'Gesto de amor', diz mãe que adotou crianças autistas e vende salgados para sustentar os filhos no Acre Aos 58, mãe encara Enem e faz prova na mesma sala da filha que sonha cursar medicina no AC: 'Dar força' Acreana viraliza ao mostrar mala cheia de alimentos regionais que mãe leva do AC para Curitiba; VÍDEO Em abril, Kerolay teve a ideia de fazer um grupo de mensagens com outras mães com histórias parecidas com a sua. Foi então, com uma pesquisa na internet sobre leis e meios de ajudar essas outras mães, que ela descobriu a Rede Sarah. Maria Elis, de 2 anos, foi diagnosticada com paralisia cerebral e foi selecionada para atendimento na Rede Sarah de Neurorreabilitação Arquivo pessoal A inscrição foi feita no dia 1º de maio e, no dia 13 do mesmo mês, veio a resposta positiva de que Maria Elis vai fazer uma avaliação. "Quando recebi a resposta positiva, foi uma esperança muito grande. Eles oferecem a consulta e todo o atendimento, mas passagens, hospedagem, alimentação, transporte e tudo o que for necessário durante a viagem ficam por nossa conta", relata Kerolay. Diagnóstico A história de Maria Elis começou antes do nascimento. Segundo Kerolay, ela nasceu prematura extrema, com apenas 28 semanas de gestação, no dia 25 de dezembro de 2023. Maria passou mais de 90 dias internada após o parto, sendo 54 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), 30 dias entubada e outros 15 utilizando suporte de oxigênio. De acordo com a personal trainer, os desafios continuaram após a alta hospitalar. Aos seis meses de vida, Maria Elis começou a apresentar crises convulsivas e, dois meses depois veio o diagnóstico de paralisia cerebral. Agora no g1 "Iniciou nossa corrida para descobrir o que estava acontecendo. Aos oito meses veio o diagnóstico de paralisia cerebral. Desde então são consultas, terapias e muitas idas ao Pronto-Socorro por conta das crises", conta. Ainda conforme a mãe da criança, uma das maiores dificuldades enfrentadas pela família é a falta de regularidade nos atendimentos especializados disponíveis no Acre. "Aqui no estado encontramos muita dificuldade. Não há assiduidade nem constância nas consultas e terapias. Cada minuto importa porque, a cada crise, ela pode perder um pouco dos marcos do desenvolvimento", explica. Consulta de Maria Elis está marcada para o dia 27 de julho, mas Kerolay pretende chegar à capital fluminense dois dias antes para se adaptar ao local e evitar imprevistos Arquivo pessoal Venda de doces Para arrecadar recursos, Kerolay decidiu criar uma vaquinha online e começou a vender brigadeiro, bolo de pote e brownie aos finais de semana. E assim nasceu a campanha Doces da Maria Elis. Além dela, a iniciativa conta com a ajuda de familiares e amigos voluntários. O primeiro fim de semana de vendas teve início nesse sábado (7). "Minha cunhada faz doces e perguntei se ela toparia me ajudar. Ela aceitou na hora. Depois algumas amigas também se ofereceram para ajudar nas vendas. Assim começamos a produção e as vendas. Como só conseguimos vender nos fins de semana, vamos continuar até o último fim de semana antes da viagem", afirma. Mãe de Maria Elis, a personal trainer Kerolay Reis, de 34 anos, iniciou uma campanha para arrecadação e venda de doces para conseguir levar a filha para o tratamento no Rio de Janeiro Arquivo pessoal A mãe também estuda a possibilidade de fazer uma feijoada beneficente, no início de julho, para reforçar a arrecadação. Além das despesas financeiras, Kerolay conta que a viagem também representa um desafio por ser a primeira vez que sairá do estado sozinha com a filha. "É tudo muito novo para mim. Minha rotina é só eu e ela. Tem bolsa, cadeira de rodas e todos os cuidados que ela precisa. Queria muito levar minha outra filha para me ajudar, mas isso só será possível se conseguirmos arrecadar um valor maior", concluiu. VÍDEOS: g1

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