Jornal O Globo
A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, rebateu o pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, nesta segunda-feira. Ela criticou uma fala do líder religioso de agosto do ano passado, na qual o aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) minimiza a importância dos encontros de Janja com mulheres evangélicas. Após reclamação de João Campos: Presidente do PT desautoriza ministro de Lula e diz que partido terá somente um palanque em Pernambuco Com foco em segurança na campanha: Flávio Bolsonaro se distancia do tema no mandato e vai a uma reunião da comissão em 2026 — Não chamo ele (Malafaia) de pastor. Ele teve a cara de pau de ir à rede social e falou que eu estava conversando com mulheres insignificantes. Insignificante é ele. Porque toda mulher para mim é importante. Não importa se fiz uma reunião com duas, três, duzentas ou mil. O importante é que conversei. Ouvi elas — disse Janja. No ano passado, Malafaia havia afirmado, em entrevista à coluna Igor Gadelha, do Metrópoles, que as agendas de Janja não tinham “nenhuma mulher de expressão no mundo evangélico”. A fala da primeira-dama ocorreu durante a quarta edição do “encontro nacional de evangélicos” do PT, que contou com a presença de dirigentes e parlamentares relacionados ao setor. Desde o ano passado, Janja tem buscado se aproximar do setor. A participação da primeira-dama em cultos e em podcast voltado ao público evangélico estão entre os os movimentos feitos nos últimos meses. Janja disse, em setembro, estar passando por um momento de "revelação" ao participar de encontros com mulheres evangélicas e se "sentir confortável nesses ambientes e muito bem acolhida". Segundo o Censo, havia 26 milhões de evangélicos no país em 2002, que representavam 15,1% dos brasileiros. No levantamento seguinte do IBGE, em 2010, o percentual saltou para 21,6%, saltando para 26,9% em 2022. Em números absolutos, a taxa significa cerca de 57 milhões de brasileiros. Conforme pesquisa Genial/Quaest divulgada em maio, o governo Lula é desaprovado por 65% dos evangélicos (eram 68% em abril), enquanto 30% (eram 28%) aprovam a gestão.
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