GloboNews
O personal trainer Bruno Giovanni se recuperou em um mês após passar por um tratamento com CART-Cell em 2021. À EPTV, afiliada da TV Globo, ele contou atualmente, cinco anos depois de ter sido diagnosticado com leucemia, leva uma vida normal e voltou às atividades físicas assim que passou pela terapia inovadora, que modifica células do sistema imunológico. "Em dezembro de 2001 eu fiz e depois de um 'mêsinho', já estava zerado e com a vida seguindo normalmente". ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Resultados recentes do estudo, desenvolvido no Hemocentro de Ribeirão Preto em parceria com o Instituto Butantan, indicam que aproximadamente 9 em cada 10 pacientes tiveram redução significativa ou desaparecimento do tumor após o tratamento. LEIA TAMBÉM Car-T: terapia contra câncer pode ter pedido de registro na Anvisa em 2026, diz pesquisador Terapia CAR-T avança no Brasil com pesquisas para reduzir custos e chegar ao SUS Car-T Cell: primeiro voluntário de estudo clínico recebe terapia contra câncer no sangue Terapia CAR-T Cell A terapia CAR-T Cell representa uma das maiores inovações da oncologia mundial e funciona com uma engenharia do sistema imunológico em que células de defesa do organismo são retiradas do sangue do paciente e são modificadas em laboratório para ganhar "sensores" capazes de identificar e atacar tumores específicos. CAR-T Cell significa Chimeric Antigen Receptor T-cell, ou seja, célula T receptora de antígeno quimérico. Após essa reprogramação, as células são reintroduzidas no organismo, onde passam a atuar contra o câncer. A técnica oferece altas taxas de resposta em casos de câncer do sangue agressivos, quando outras opções terapêuticas se esgotaram, e é indicada para o tratamento de leucemia linfoide aguda, linfoma não Hodgkin e mieloma múltiplo. Além do impacto clínico, os estudos brasileiros indicam que o uso precoce da terapia CAR-T pode economizar recursos hospitalares ao evitar internações e tratamentos para recidivas da doença. Em 2019, o Brasil teve um primeiro tratamento na USP de Ribeirão Preto no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, aplicado em um aposentado de 64 anos, que ficou livre de sintomas depois de ser internado com linfoma em estado grave e sem resposta a tratamentos convencionais. Entre 2022 e 2024, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou terapias comerciais de farmacêuticas estrangeiras, tornando o Brasil a principal referência na América Latina. Ainda assim, isso permaneceu restrito devido ao elevado custo, de até R$ 4 milhões por dose, e a questões logísticas, com a exigência de envio de células para fabricação nos Estados Unidos ou na Europa, colocando em risco pacientes em estado grave. Para nacionalizar a tecnologia e reduzir custos, instituições como o Hemocentro de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo e Instituto Butantan uniram esforços em pesquisas nacionais. Com a consolidação dos testes clínicos nesses estudo, os pesquisadores conseguiram chegar a taxas de até 87,5% de eficácia em pacientes com leucemia linfoide aguda B e linfoma não-Hodgkin B. O próximo passo será o pedido de registro definitivo dessas terapias nacionais na Anvisa, abrindo caminho para oferecer a tecnologia pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região
Go to News Site