Jornal O Globo
O uso intensivo de armamento de precisão pelos Estados Unidos na guerra contra o Irã já provoca preocupação dentro do próprio governo. Segundo reportagem do Washington Post, mais de 850 mísseis de cruzeiro Tomahawk foram disparados nas primeiras quatro semanas do conflito — um dos maiores volumes já registrados em operações recentes. Análise: Sem a 'derrota decisiva' esperada por Trump, Irã se vê mais empoderado do que antes da guerra Afirma TV estatal: Irã rejeita plano de 15 pontos de Trump e faz novas exigências para encerrar a guerra Desde o início da ofensiva, batizada de Operação Epic Fury, destróieres e submarinos da Marinha americana lançaram centenas de mísseis contra alvos estratégicos iranianos. Só nas primeiras 72 horas, cerca de 400 unidades foram utilizadas, o que representa uma parcela relevante do arsenal disponível. O ritmo acelerado de uso dessas armas de alta precisão acendeu um sinal de alerta no Pentágono. De acordo com autoridades ouvidas pelo Washington Post, há discussões internas sobre como garantir o reabastecimento dos estoques diante da intensidade da campanha militar. O ritmo acelerado de uso dessas armas de alta precisão acendeu um sinal de alerta no Pentágono. De acordo com autoridades ouvidas pelo Washington Post, há discussões internas sobre como garantir o reabastecimento dos estoques diante da intensidade da campanha militar. Os Tomahawk são considerados peças-chave do poder militar americano, sobretudo nas fases iniciais de um conflito. Capazes de atingir alvos a longa distância com alta precisão, permitem ataques sem expor pilotos ou aeronaves. O problema está no custo e na reposição. Cada unidade pode ultrapassar US$ 1 milhão, e historicamente a produção anual gira em torno de dezenas a poucas centenas de unidades. Mesmo com planos de expansão industrial, especialistas apontam que levaria anos para recompor rapidamente estoques em larga escala.
Go to News Site