Anvisa faz atualização das vacinas contra a Covid; entenda o que vai mudar | Collector
Anvisa faz atualização das vacinas contra a Covid; entenda o que vai mudar
Jornal O Globo

Anvisa faz atualização das vacinas contra a Covid; entenda o que vai mudar

A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, em reunião na última terça-feira, a atualização da composição das vacinas contra a Covid-19 no Brasil. Assim como ocorre com os imunizantes contra a gripe, os para o coronavírus precisam ser adaptados periodicamente para a cepa do patógeno em maior circulação no momento. A orientação da Anvisa é para que as fabricantes das doses atualizem a formulação para a linhagem LP.8.1 do Sars-CoV-2, o vírus que causa a Covid-19. A cepa é uma descendente da variante Ômicron, que desde 2021 é a principal versão do patógeno circulando no mundo. A medida do órgão brasileiro segue a recomendação feita em dezembro do ano passado pelo Grupo Consultivo Técnico da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a Composição de Vacinas contra a Covid-19 (TAG-CO-VAC), que instrui as agências reguladoras do mundo sobre qual cepa do vírus utilizar. A instrução normativa que oficializa a orientação no Brasil foi publicada no Diário Oficial da União da última quarta-feira. O texto determina que todas as doses comercializadas ou utilizadas no Brasil deverão obrigatoriamente conter a cepa LP.8.1 como alvo. No entanto, permite que o Ministério da Saúde continue usando as doses atuais, que têm como alvo a linhagem JN.1, por mais 9 meses, “de modo a não adiar a vacinação na expectativa de acesso a imunizantes com composição LP8.1”. Segundo a OMS, a linhagem JN.1 “permanece uma alternativa adequada”, ou seja, continua a proteger contra casos graves e óbitos pela Covid-19. A organização também reforça que a imunização “não deve ser adiada na expectativa de acesso” às novas vacinas. Isso porque, além das fabricantes precisarem adaptar as formulações, elas precisam submeter às agências reguladoras os dados de testes que comprovem que a vacina induz anticorpos contra essa nova cepa do vírus, o que leva tempo. Quem pode se vacinar contra a Covid-19? Desde 2024, a vacinação contra a Covid-19 faz parte do calendário nacional de gestantes, idosos e crianças no Brasil. Além disso, determinados grupos prioritários continuam a ter indicação de reforço periódico. Para os demais, não há mais orientação para novas doses. De forma permanente, uma dose é recomendada para gestantes a cada gravidez e uma dose a cada seis meses para idosos com 60 anos ou mais, independentemente da quantidade de vacinas previamente recebidas pelo indivíduo. Em relação às crianças, o esquema primário deve ser feito entre 6 meses e 5 anos. Ele pode envolver duas doses, com quatro semanas de intervalo entre elas, no caso da vacina da Moderna, ou três doses, com a segunda aplicada quatro meses depois da primeira, e a terceira oito meses após a segunda, no caso da Pfizer. Não há indicação de reforços na faixa etária. Já para os grupos chamados de prioritários, que não têm calendários de rotina específicos no Programa Nacional de Imunização (PNI), os reforços continuam a ser ofertados no Brasil no esquema de “vacinação especial”. No caso dos imunocomprometidos, é indicada uma dose a cada seis meses. Para os demais, o reforço é anual. São eles: pessoas vivendo em instituições de longa permanência; indígenas; ribeirinhos; quilombolas; puérperas; trabalhadores da saúde; pessoas com deficiência permanente; pessoas com comorbidades; pessoas privadas de liberdade; funcionários do sistema de privação de liberdade; adolescentes e jovens cumprindo medidas socioeducativas; e pessoas em situação de rua. Para brasileiros que não sejam gestantes, idosos ou façam parte de um dos grupos prioritários, não há mais recomendação para vacinação.

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