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Romário fora da Copa de 2002 estava mais preparado do que esse Neymar de 2026? | Collector
Romário fora da Copa de 2002 estava mais preparado do que esse Neymar de 2026?
Jornal de Brasília

Romário fora da Copa de 2002 estava mais preparado do que esse Neymar de 2026?

Em 2002, Luiz Felipe Scolari tomou uma das decisões mais duras da história da seleção brasileira: deixou Romário fora da Copa do Mundo. Aos 36 anos, o atacante ainda era competitivo, decisivo e reunia condições claras de disputar o torneio. Foi um choque nacional, um drama que dividiu opiniões e colocou o técnico sob enorme pressão. Mesmo assim, Felipão bancou. Assumiu o risco e seguiu com o grupo que acreditava ser o mais adequado. E o tempo tratou de reforçar o tamanho daquela decisão. Depois da Copa, Romário seguiu em alto nível e, pelo Vasco, foi artilheiro do Campeonato Brasileiro com 22 gols — prova de que ainda tinha futebol para competir no mais alto nível. É justamente aí que a comparação com Neymar se impõe. Aos 34 anos, o camisa 10 brasileiro vive um cenário completamente diferente. Sem sequência, com problemas físicos recorrentes e sem conseguir manter regularidade, ele está longe de demonstrar o nível exigido para uma Copa do Mundo. Ou seja, o Romário que ficou fora em 2002 estava mais preparado do que o Neymar de hoje. A discussão ganhou novo combustível após a declaração de José Mourinho, que criticou Carlo Ancelotti e classificou como desrespeito a ausência do atacante. “Imagine Portugal deixar Cristiano Ronaldo de fora ou a Argentina deixar Messi. Você não pode tirar Neymar da seleção a menos que seja um acordo mútuo. É um enorme desrespeito. Ele cometeu um erro”, afirmou o treinador. A fala tem impacto, mas ignora a realidade. Não se trata de desrespeito, mas de condição. Convocar um jogador sem ritmo e sem capacidade de competir no mais alto nível é que seria um erro. Seleção não é homenagem, é desempenho. Ancelotti, assim como Felipão em 2002, está diante de uma escolha que envolve risco. Se levar, pode comprometer o desempenho. Se não levar e perder, será cobrado. Faz parte do cargo. A diferença é que, desta vez, o argumento técnico parece ainda mais evidente. A provocação está posta. E a resposta, ao que tudo indica, também.

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