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Chega ao país corpo de brasileira que morreu de frio e fome na fronteira entre EUA e Canadá; enterro será neste domingo
Jornal O Globo

Chega ao país corpo de brasileira que morreu de frio e fome na fronteira entre EUA e Canadá; enterro será neste domingo

O corpo da brasileira Letícia Oliveira Alves, de 36 anos, encontrada morta na fronteira entre os Estados Unidos e o Canadá, chegou ao Brasil. A família aguardava a repatriação do corpo desde o fim de fevereiro, quando ocorreu a confirmação, pelo governo canadense, da identidade de Letícia. Nesta semana, a família aguardava a finalização do registro de certidão de óbito por parte do governo local. Família terá que pagar traslado de brasileira que morreu de frio e fome na fronteira entre EUA e Canadá Brasileira desaparecida nos EUA há três anos é encontrada morta na fronteira com o Canadá A repatriação aconteceu neste fim de semana. O corpo de Letícia chegou num voo em São Paulo no sábado (28) e, neste domingo, está em Goiânia, onde será realizado o velório, marcado para as 14h. Segundo a família, no mês passado, parentes receberam uma mensagem por WhatsApp de autoridades canadenses informando que, após testes de DNA, o corpo encontrado era de Letícia. Na sequência, foi repassado o contato da funerária responsável pelos procedimentos iniciais. No Brasil, a família iniciou os procedimentos com a funerária Global Funeral, em São Paulo, responsável pela etapa final do transporte. O que se sabe e o que ainda falta As autoridades canadenses trabalham com a hipótese de que Letícia tenha morrido após exposição prolongada ao frio intenso, possivelmente associada à falta de alimento. Segundo a polícia provincial de Quebec (Sûreté du Québec), o corpo foi encontrado sem sinais aparentes de violência. Apesar disso, ainda não há esclarecimentos públicos detalhados sobre os últimos dias da brasileira, nem sobre como ela chegou à região de mata onde foi localizada. A identidade de Letícia foi confirmada no fim de fevereiro deste ano, embora o corpo tenha sido encontrado ainda em abril de 2024, na cidade de Coaticook, próxima à fronteira com os estados americanos de Vermont e New Hampshire. Desde então, parentes da brasileira enfrentavam entraves financeiros e burocráticos. Os custos da repatrição do corpo devem ser arcados pela família. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores informou que não custei o traslado de restos mortais de brasileiros falecidos no exterior, salvo em situações excepcionais. Relembre o caso Natural de Goiânia, Letícia era formada em Química pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e tinha mestrado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos (SP), onde também iniciou um doutorado. Ela deixa uma filha de 12 anos, que permaneceu sob os cuidados da avó. Segundo a família, Letícia deixou o Brasil em 2023 e passou por países da América do Sul antes de seguir para os Estados Unidos. O último contato com os familiares ocorreu no fim daquele ano. Investigações apontaram que ela entrou nos Estados Unidos em janeiro de 2024 e chegou a permanecer sob custódia de autoridades migratórias por cerca de três meses. Após ser liberada, não houve mais notícias. Meses depois, o corpo foi encontrado em uma área de floresta na fronteira entre os Estados Unidos e o Canadá. Para a família, a confirmação da morte encerrou um período de buscas, mas deixou perguntas em aberto. — Não teremos paz até entender o que aconteceu — afirmou o irmão da vítima, Fabrício Oliveira Alves.

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