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Governo Lula condena impedimento de acesso de fiéis cristãos e muçulmanos a locais sagrados em Jerusalém Oriental | Collector
Governo Lula condena impedimento de acesso de fiéis cristãos e muçulmanos a locais sagrados em Jerusalém Oriental
Jornal O Globo

Governo Lula condena impedimento de acesso de fiéis cristãos e muçulmanos a locais sagrados em Jerusalém Oriental

O governo brasileiro divulgou uma nota condenando a ação da polícia israelense de impedir o acesso do cardeal Pierbattista Pizzaballa, Patriarca Latino de Jerusalém, e do Custódio da Terra Santa, monsenhor Francesco Ielpo, à Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém Oriental, onde celebrariam, hoje, a missa do Domingo de Ramos. A medida ocorre na sequência da imposição, por autoridades israelenses, ao longo das últimas semanas, de restrições à entrada de fiéis cristãos no santuário, assim como de muçulmanos, durante o Ramadã, na Esplanada das Mesquitas (“Haram Al-Sharif”). Todos ficam em Jerusalém Oriental. “Ao registrar a extrema gravidade de tais ações recentes, contrárias ao status quo histórico dos sítios sagrados cristãos e islâmicos de Jerusalém e ao princípio da liberdade de culto, o Brasil recorda o parecer consultivo da Corte Internacional de Justiça de 19 de julho de 2024, o qual concluiu que a continuada presença de Israel no Território Palestino Ocupado é ilícita e que aquele país não está habilitado a exercer soberania em nenhuma parte do Território Palestino Ocupado, incluindo Jerusalém Oriental”, diz um trecho da nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores. As restrições impostas por Israel a cristãos e muçulmanos são justificadas oficialmente por razões de segurança, em meio à escalada do conflito no Oriente Médio e ao aumento do risco de incidentes em locais com grande concentração de fiéis. Autoridades israelenses alegam necessidade de controle de acesso e de fluxo, sobretudo diante da sobreposição de datas religiosas, como o Ramadã e a Páscoa. A medida, no entanto, é alvo de críticas por atingir a liberdade de culto e ocorre em um contexto mais amplo de tensão em Jerusalém Oriental, onde o acesso de palestinos a locais sagrados já vinha sendo limitado por regras de permissão e restrições de entrada.

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