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Chanceleres de Paquistão, Arábia Saudita, Egito e Turquia se reúnem para discutir plano de paz para o Oriente Médio | Collector
Chanceleres de Paquistão, Arábia Saudita, Egito e Turquia se reúnem para discutir plano de paz para o Oriente Médio
Jornal O Globo

Chanceleres de Paquistão, Arábia Saudita, Egito e Turquia se reúnem para discutir plano de paz para o Oriente Médio

Os ministros das Relações Exteriores do Paquistão, Arábia Saudita, Egito e Turquia se reuniram neste domingo para conversas sobre a guerra no Oriente Médio, com Islamabad atuando como mediadora entre os Estados Unidos e o Irã. O encontro entre os principais diplomatas dessas nações de maioria muçulmana foi convocado "para analisar a evolução da situação regional e discutir questões de interesse comum", afirmou o Ministério das Relações Exteriores do Paquistão em um breve comunicado. Ataques: Após duas décadas, EUA usam religião para justificar 'guerra santa' contra Irã Veja consequências do conflito: Guerra no Irã completa um mês sem rota de saída clara para governo Trump O Irã, os Estados Unidos e Israel não estiveram representados, segundo uma fonte do Ministério das Relações Exteriores responsável pelo protocolo das negociações, que reuniram os chanceleres do Egito, Badr Abdellatty, da Turquia, Hakan Fidan, e da Arábia Saudita, Faisal bin Farhan. Os três já haviam realizado encontros bilaterais com chefe da diplomacia do Paquistão, Ishaq Dar. O governo paquistanês se consolidou como um facilitador fundamental entre o Irã e os Estados Unidos, à medida que a guerra se prolonga, atuando como intermediário na troca de mensagens entre os dois países. Islamabad mantém laços de longa data com Teerã e contatos estreitos no Golfo, enquanto o primeiro-ministro Shehbaz Sharif estabeleceu uma relação pessoal com o presidente dos EUA, Donald Trump. As armas da guerra: Um guia sobre os principais artefatos utilizados por EUA, Israel e Irã no conflito do Oriente Médio Sharif afirmou no sábado que teve uma conversa telefônica detalhada de mais de uma hora com o presidente iraniano Masoud Pezeshkian, na qual descreveu os "esforços diplomáticos atuais" de seu país. Pezeshkian agradeceu a Islamabad por "seus esforços de mediação para deter a agressão". No final deste sábado, o ministro das Relações Exteriores, Dar, que também é vice-primeiro-ministro do país, anunciou que o Irã havia autorizado a passagem de mais 20 embarcações com bandeira paquistanesa — ou seja, dois navios por dia — pelo Estreito de Ormuz. Teerã se recusou a admitir que está mantendo conversas oficiais com Washington, mas transmitiu, por meio de Islamabad, uma resposta ao plano de 15 pontos de Trump para encerrar a guerra, segundo uma fonte anônima citada pela agência de notícias iraniana Tasnim. Neste domingo, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, acusou os EUA de estarem falando em negociação ao mesmo tempo em que preparam uma invasão terrestre do país. O governo de Donald Trump ordenou o envio de quase 5 mil fuzileiros navais ao Golfo Pérsico nas duas últimas semanas, além de navios de guerra de operações anfíbias para desembarque de tropas. 'Horror profundo': ONU cobra investigação rápida dos EUA sobre ataque a escola iraniana “Publicamente, o inimigo envia mensagens de negociação e diálogo enquanto, em segredo, planeja uma ofensiva terrestre”, disse Qalibaf em comunicado divulgado pela agência oficial Irna. “Nossas forças estão aguardando a chegada ao nosso território dos soldados americanos para atacá-los e punir seus aliados regionais de uma vez por todas”, acrescentou. O porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica, Ebrahim Zolfaghari, ecoou Qalibaf. "Num momento ele fala em negociações e, poucas horas depois, decide partir para a guerra", disse referindo-se ao presidente Trump em um comunicado neste domingo.

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