Revista Oeste
O Ministério das Relações Exteriores emitiu uma nota na qual “condenou” a ação da polícia israelense que impediu o acesso do cardeal Pierbattista Pizzaballa e do Custódio da Terra Santa, Monsenhor Francesco Ielpo, à Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém Oriental, durante as celebrações do Domingo de Ramos. A pasta, chefiada pelo ministro Mauro Vieira , afirmou que o episódio representa uma violação à liberdade religiosa e criticou as restrições impostas por Israel a locais sagrados. + Polícia de Israel impede patriarca de celebrar Domingo de Ramos O ministro das Relações Exteriores de Lula, Mauro Vieira | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados “Essa ação ocorre na sequência da imposição, por autoridades israelenses, ao longo das últimas semanas, de restrições à entrada de fiéis cristãos no referido santuário, assim como de fiéis muçulmanos, durante o Ramadã, na Esplanada das Mesquitas (‘Haram Al-Sharif’)”, destacou o ministério. O governo brasileiro classificou os episódios como graves e afirmou que eles ferem acordos históricos e princípios internacionais. A nota também citou entendimento da Corte Internacional de Justiça sobre a presença israelense em territórios palestinos. + Conflito dos EUA e Israel contra Irã completa 1 mês e gera impasse militar e crise econômica global “Ao registrar a extrema gravidade de tais ações recentes, contrárias ao status quo histórico dos sítios sagrados cristãos e islâmicos de Jerusalém e ao princípio da liberdade de culto”, acrescentou o texto. https://www.youtube.com/watch?v=Ucfqxe5ez3w O episódio envolvendo Israel O episódio ocorreu neste domingo, 29, quando autoridades israelenses impediram a entrada de líderes católicos na Igreja do Santo Sepulcro, local considerado sagrado para o cristianismo por ser associado à morte e ressurreição de Jesus Cristo. Segundo o Patriarcado Latino de Jerusalém, foi a primeira vez em séculos que a celebração do Domingo de Ramos sofreu esse tipo de restrição. De acordo com a entidade, o cardeal Pierbattista Pizzaballa e outros representantes da Igreja foram barrados no caminho, mesmo sem participação em procissão ou evento público, e obrigados a retornar. O Patriarcado classificou a medida como “manifestamente irrazoável” e um “grave precedente”, além de desrespeitar a sensibilidade de fiéis ao redor do mundo. + Israel afirma que eliminará principais alvos do Irã ‘em poucos dias’ https://www.youtube.com/watch?v=r514kCv8V7o A decisão ocorreu em meio ao aumento das tensões na região, com Israel impondo medidas restritivas a locais religiosos em Jerusalém Oriental, incluindo a Mesquita de Al-Aqsa, durante o período do Ramadã. As autoridades israelenses alegaram razões de segurança, afirmando que os locais sagrados não possuem estrutura adequada para grandes fluxos de pessoas em cenários de risco. O governo de Israel, por sua vez, negou intenção de restringir práticas religiosas e afirmou que trabalha para permitir a realização de cultos nos próximos dias. Ainda assim, o caso gerou reação internacional e críticas de autoridades e entidades religiosas, ampliando a pressão sobre a condução da segurança em locais sagrados na cidade. + Leia mais notícias de Mundo em Oeste O post Brasil ‘condena’ Israel por impedir cardeal de celebrar Domingo de Ramos apareceu primeiro em Revista Oeste .
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