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Juiz ameaça deixar carreira e critica salário: ‘Menor do que o cara que vende sorvete’ | Collector
Juiz ameaça deixar carreira e critica salário: ‘Menor do que o cara que vende sorvete’
Revista Oeste

Juiz ameaça deixar carreira e critica salário: ‘Menor do que o cara que vende sorvete’

Um juiz em São Mateus do Sul (PR) afirmou que pretende deixar a magistratura depois de criticar a remuneração da carreira, segundo informações publicadas pelo portal jurídico Migalhas. A manifestação informal ocorreu antes de uma sessão do Tribunal do Júri. De acordo com a reportagem, o magistrado teve como último contracheque uma remuneração líquida de R$ 120 mil. Ainda assim, ele afirmou que os ganhos seriam inferiores aos de médicos do Sistema Único de Saúde. “A remuneração hoje de um magistrado é menor do que o médico do SUS”, disse. “A hora paga para o médico generalista […] é superior à hora do magistrado.” + Leia mais notícias de Política em Oeste Durante o desabafo, o juiz também declarou que pretende deixar o cargo e migrar para a advocacia. “Eu não vou ficar, vou embora, vou advogar”, disse o magistrado, que não teve o nome divulgado na reportagem. “Vou montar uma banca e vou defender Lava Jato.” No discurso, o juiz relacionou a remuneração à valorização da carreira e ao reconhecimento social. Ele mencionou a atuação em casos sensíveis, como concessão de medidas protetivas , e afirmou que pode deixar a função caso o cenário não mude. “Trabalho das sete da manhã às dez da noite, eu não vou ficar”, declarou. Em outro momento, comparou seus vencimentos aos de outras atividades: “A minha remuneração vai ser menor do que a de um cara que vende sorvete”. O magistrado também criticou as condições de trabalho e afirmou: “Se a sociedade acha que o nosso trabalho não é importante, não vou ser eu que vou fazer esse trabalho.” https://youtu.be/bb2hUrt67ps?si=rx3KDTr5kzJsdBeM Decisão do STF sobre "penduricalhos" impacta remuneração de juiz As declarações ocorrem depois de decisão do Supremo Tribunal Federal, na última quarta-feira, 25, que suspendeu benefícios adicionais conhecidos como “penduricalhos” pagos a magistrados e membros do Ministério Público. Segundo o STF, apenas verbas indenizatórias previstas em lei federal poderão ser incluídas na remuneração. A Corte também determinou a manutenção do teto constitucional de R$ 46 mil , equivalente ao subsídio dos ministros do Supremo, além da suspensão imediata de vantagens não autorizadas. O tribunal ainda estabeleceu medidas como padronização nacional das verbas, limitação de adicionais a até 35% do subsídio e maior transparência nos pagamentos, com divulgação mensal das rubricas. A decisão passa a valer a partir da folha de pagamento de maio de 2026, com base no mês de referência de abril. Leia também: “ Um Judiciário fora da lei “, artigo de Eugênio Esber publicado na Edição 306 da Revista Oeste O post Juiz ameaça deixar carreira e critica salário: ‘Menor do que o cara que vende sorvete’ apareceu primeiro em Revista Oeste .

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