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Theatro Municipal abre venda do último lote de ingressos para a montagem de Carmina Burana com Breaking e Pole Dance | Collector
Theatro Municipal abre venda do último lote de ingressos para a montagem de Carmina Burana com Breaking e  Pole Dance
Jornal O Globo

Theatro Municipal abre venda do último lote de ingressos para a montagem de Carmina Burana com Breaking e Pole Dance

​O relógio corre para quem deseja presenciar um dos espetáculos mais provocadores da temporada 2026 do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Nesta segunda-feira, abre a venda do último lote de ingressos para a aclamada montagem de "Carmina Burana. A produção tem atraído olhares não apenas pela grandiosidade da cantata de Carl Orff, mas pela ousadia de transformar o palco em um hino de representatividade urbana. ​O espetáculo rompe as barreiras do clássico ao integrar expressões artísticas que nasceram nas ruas e em espaços de resistência. O diretor cênico Bruno Fernandes divide a função de coordenar o espetáculo com Mateus Dutra e explica que a intenção é criar uma "grande taberna de igualdade", onde o público se reconheça. — Quando trazemos os nossos ritmos e a nossa cultura estampada, dá um ziriguidum no brasileiro — afirma Bruno. ​A montagem, patrocinada pela Petrobras, traz para o centro da cena talentos que desafiam estereótipos, como por exemplo, Tamhara Barcellos, que utiliza a verticalidade do Pole Dance para personificar o amor e o desejo no segundo ato. Para ela, ocupar o Municipal é um marco de orgulho. — É uma oportunidade de mostrar que o Pole é arte, força e técnica. Estar aqui é quebrar barreiras — celebra. ​Breaking, ópera e luz especial O dançarino Kapu Araújo destaca a naturalidade da fusão entre o movimento urbano do breaking e o contexto clássico do espetáculo. — No início era um enigma, mas hoje a troca é rica. Aprendemos diariamente com profissionais incríveis de cada área — revela. Já a magnitude visual é conduzida por Jonas Soares, que assina pela primeira vez solo a iluminação da cantata. É ele o responsável por guiar o olhar do público entre 300 artistas em cena. Para isso, Jonas busca traduzir os ciclos de glória e queda da "Roda da Fortuna" em luz e sombra. A presidente da Fundação Teatro Municipal, Clara Paulino, ressalta o impacto da montagem na programação da casa. — Carmina Burana integra a programação deste início de temporada e mostra como o Theatro Municipal amplia seu diálogo ao reunir diferentes linguagens. A presença de diversas artes, entre elas o Pole Dance e do Breaking na cena reforça esse movimento e aponta para uma programação que acompanha a diversidade das expressões artísticas contemporâneas. ​Serviço: ​Espetáculo: Carmina Burana ​Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro ​Abertura do Último Lote: Segunda-feira, 30 de março Venda de Ingressos: no site www.theatromunicipal.rj.gov.br a partir das 13h ou na bilheteria do Theatro, que abre às 10h. xxxxxxxx No palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, a grandiosidade de “Carmina Burana” não é feita apenas de arte clássica. Neste início de temporada de 2026, patrocinada pela Petrobras, a montagem prova que o erudito e o popular habitam a mesma "taberna". Se a Roda da Fortuna gira para todos, são os artistas que dão o tom dessa jornada entre o topo e a resiliência. A chance de presenciar esse encontro é curta, o último lote de ingressos abre na próxima segunda-feira, dia 30. A grandiosidade de “Carmina Burana” não é feita apenas de arte clássica. A montagem que estreia em abril no Theatro Municipal do Rio de Janeiro prova que o erudito e o popular habitam a mesma "taberna". Se a Roda da Fortuna gira para todos, são os artistas que dão o tom dessa jornada entre esses dois mundos. O universo de Carmina Burana se manifesta através de símbolos análogos ao comportamento e a realidade carioca, começando pela Roda da Fortuna, que espelha a escassez da sorte e a necessidade de resiliência para enfrentar os altos e baixos do cotidiano. Essa busca por equilíbrio encontra fôlego na Taberna, um espaço de igualdade absoluta que se assemelha à democracia dos botecos e praias do Rio. A montagem celebra a potência das artes urbanas também através do Pole Dance e do Breaking, expressões muitas vezes marginalizadas que agora brilham no palco, assim como a Marginalia, que conecta-se diretamente ao grafite e à cultura de rua atual. ​Segundo o diretor cênico Bruno Fernandes, essa fusão é importante. — O objetivo é que as pessoas vejam uma parte sua nesse lugar. Quando trazemos os nossos ritmos e a nossa cultura estampada, dá um ziriguidum no brasileiro. Uma grande taberna — ressalta. ​Pela primeira vez assinando a iluminação de um espetáculo desta escala, Jonas Soares vive o desafio de traduzir a magnitude da obra em sensações visuais. Para ele, a luz é a bússola de uma engrenagem com 300 pessoas no palco. — É uma responsabilidade enorme desenhar o olhar do público em meio a tantos artistas — pontua Jonas, destacando que seu trabalho é garantir que a beleza e a densidade de cada cena cheguem com clareza ao espectador, pontuando os ciclos de glória e queda da obra. ​No segundo ato, a verticalidade de Tamhara Barcellos desafia a gravidade e o preconceito. Ao levar o Pole Dance para o centro da cantata, ela personifica o amor e o desejo, mas também a conquista de novos territórios para sua arte. — É uma oportunidade de mostrar que o Pole é arte, é força e técnica. Estar aqui é quebrar barreiras e mostrar que nossa dança merece ocupar esses espaços de prestígio. Tem representatividade e orgulho — celebra Tamhara, reforçando que a beleza não conhece fronteiras sociais. O Encontro do Breaking com a Ópera ​Para o dançarino Kapu Araújo, a proposta de integrar o Breaking ao contexto clássico já deixou de ser um enigma ou um tabu. — "Na primeira vez que fizemos, eu não entendia como ia encaixar tudo isso. Depois fui entendendo a história e ficou natural — revela Kapu. Para ele, a experiência tem sido de troca constante: — É muito rico. Todos os dias a gente aprende muito com cada pessoa aqui, porque são profissionais incríveis em cada área. ​

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