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Homem acorda 'sem metade do crânio' após correr para pegar o metrô em Londres | Collector
Homem acorda 'sem metade do crânio' após correr para pegar o metrô em Londres
Jornal O Globo

Homem acorda 'sem metade do crânio' após correr para pegar o metrô em Londres

Um homem britânico relatou ter acordado no hospital com “metade da cabeça faltando” após sofrer uma queda enquanto corria para pegar o metrô em Londres. O caso, ocorrido na estação Oxford Circus, gerou uma hemorragia cerebral grave que exigiu intervenção cirúrgica imediata. Ansiedade: Ouvir música por poucos minutos pode aliviar sintomas; entenda Pedras nos rins: Os 9 alimentos que aumentam o risco e como substituí-los Alastair Wallace, então com 46 anos, escorregou em uma escada ao usar sapatos de sola lisa e caiu enquanto se apressava para embarcar no metrô. Levado às pressas para o hospital, ele foi diagnosticado com uma hemorragia subaracnóidea — um tipo raro e potencialmente fatal de AVC causado por sangramento na superfície do cérebro. Para conter a pressão intracraniana, médicos realizaram uma craniectomia, procedimento que remove parte do crânio. Wallace foi colocado em coma induzido e, ao despertar dias depois, recebeu a notícia de que parte da estrutura óssea de sua cabeça havia sido retirada. — Eles tinham removido todo o lado direito do meu crânio. Era só pele e cabelo, e o cérebro por baixo — relatou, ao lembrar o momento em que pediu um espelho para ver seu estado. Após oito dias internado, o britânico recebeu alta, mas precisou usar um capacete de proteção constantemente até a implantação de uma prótese craniana feita sob medida com tecnologia 3D, instalada semanas depois. Mesmo durante a recuperação, Wallace manteve atividades sociais. Três semanas após deixar o hospital, ele chegou a ir a um encontro romântico usando capacete — episódio que, segundo ele, teve “final feliz”, culminando em noivado posteriormente. Ele foi instruído a usar o equipamento para proteger a cabeça sempre que estivesse de pé. Meses depois, o paciente ainda enfrentou complicações, como vazamento de líquido cerebrospinal, que provocou inchaço na região da cabeça e exigiu novos procedimentos médicos, incluindo a instalação de uma válvula para drenagem. Hoje, aos 52 anos, Wallace convive com algumas sequelas, como perda parcial do olfato e limitações nos movimentos faciais, mas leva uma vida considerada próxima do normal. Ele também passou a compartilhar sua experiência em palestras, destacando a importância do apoio emocional durante a recuperação. A hemorragia subaracnóidea é uma condição grave, com alta taxa de mortalidade: cerca de 30% dos pacientes morrem antes de chegar ao hospital, e outros 25% não sobrevivem nas primeiras 24 horas.

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