Collector
Espécie de anfíbio descoberta através de fósseis localizados no PI viveu na Terra antes dos dinossauros | Collector
Espécie de anfíbio descoberta através de fósseis localizados no PI viveu na Terra antes dos dinossauros
GloboNews

Espécie de anfíbio descoberta através de fósseis localizados no PI viveu na Terra antes dos dinossauros

Nova espécie de anfíbio que viveu há 280 milhões de anos é descoberta no PI e MA A nova espécie de anfíbio descoberta a partir de fósseis encontrados no Piauí e Maranhão viveu na Terra antes dos dinossauros, há mais de 280 milhões de anos. A apuração iniciou ainda em 2012, quando o primeiro fóssil de mandíbula do animal foi achado em Pastos Bons (MA). LEIA TAMBÉM: 10 anos de estudo levaram à identificação de antigo anfíbio herbívoro brasileiro No total, a pesquisa se baseou em fósseis de nove mandíbulas, única parte encontrada do anfíbio, encontradas entre 2012 e 2024. O estudo foi conduzido por pesquisadores de instituições dos Estados Unidos, Argentina, Alemanha, África do Sul e Reino Unido e coordenada por Juan Carlos Cisneros, da Universidade Federal do Piauí (UFPI). ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp As escavações bem sucedidas aconteceram nos municípios de Nazária (PI), Timon (MA) e Pastos Bons . Nascido em El Salvador e naturalizado brasileiro, o professor Juan explica que o estudo no Brasil é pioneiro em relação ao hemisfério Norte. Espécie de anfíbio descoberta no PI e MA viveu na Terra antes dos dinossauros Reprodução "Esse período é reconhecido e extensivamente estudado por cientistas, mas as pesquisas concentram-se no hemisfério norte. Na América do Sul, a investigação é notavelmente escassa e o estudo é limitado. Por isso me dediquei a esse projeto, pois são poucas as pessoas que querem conhecer os animais que viveram antes dos dinossauros", explicou o professor Juan Carlos Cisneros. Segundo o coordenador do projeto, o estudo é pioneiro em anfíbios herbívoros - que se alimentam de folhas e frutas, por exemplo - e que o animal encontrado é o mais antigo no mundo com essa característica. O estudo foi publicado na revista científica internacional Proceedings of the Royal Society B. no dia 17 de março. O anfíbio mantém características consideradas primitivas, o que explica sua classificação como um tetrápode basal. Os pesquisadores usam o termo “bizarro” para descrever aspectos anatômicos incomuns, como a mandíbula irregular e os dentes projetados para os lados. "A espécie foi batizada com um nome que significa 'mandíbula' 'que mora no rio'. No total temos 9 mandíbulas desse animal, elas foram encontradas entre 2012 e 2023, no Piauí e Maranhão. Este fóssil, junto com outros que temos achado recentemente, abre caminho para mais descobertas", explicou o pesquisador. *Eduarda Barradas, estagiária sob supervisão de Lucas Marreiros. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube

Go to News Site