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Ataque do Irã provoca incêndio em petroleiro kuwaitiano no Porto de Dubai | Collector
Ataque do Irã provoca incêndio em petroleiro kuwaitiano no Porto de Dubai
Jornal O Globo

Ataque do Irã provoca incêndio em petroleiro kuwaitiano no Porto de Dubai

Um ataque iraniano provocou um incêndio em um petroleiro kuwaitiano no Porto de Dubai, informou a mídia estatal nesta terça-feira (horário local), acrescentando que não houve feridos. O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã completou 31 dias nesta segunda-feira, e ataques retaliatórios da República Islâmica seguem tendo como alvos bases americanas localizadas em países vizinhos no Golfo Pérsico, além de infraestruturas energéticas fundamentais. Novas ameaças: Trump ameaça obliterar Ilha de Kharg, instalações elétricas e de petróleo e usinas de dessalinização do Irã se não houver acordo Guerra no Irã: Conteúdos falsos sobre o conflito nas redes focam em acusações sem provas e incentivam medo de ataque ao Brasil “O gigantesco petroleiro kuwaitiano foi alvo de um ataque iraniano direto e malicioso enquanto estava ancorado na área do Porto de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos”, informou a agência de notícias oficial KUNA, citando a companhia petrolífera estatal do Kuwait. As Forças Armadas do Kuwait também afirmaram que suas defesas aéreas estavam respondendo a “ataques hostis com mísseis e drones”, segundo uma publicação do X. Em outro ponto da cidade, a queda de destroços de uma interceptação de defesa aérea provocou um incêndio e feriu quatro pessoas em Dubai, informaram as autoridades da cidade. “As autoridades de Dubai responderam a um incêndio em uma casa abandonada em Al Badaa, causado por destroços após uma interceptação de defesa aérea”, publicou o Gabinete de Imprensa de Dubai no X, acrescentando que quatro pessoas próximas à casa sofreram ferimentos leves. Análise: Sem a 'derrota decisiva' esperada por Trump, Irã se vê mais empoderado do que antes da guerra Antes de a guerra escalar, países do Golfo Pérsico declararam publicamente que não participariam de ataques contra o Irã nem permitiriam que seu espaço aéreo fosse usado para esse fim. Quase um mês depois, porém, o cenário começou a mudar, embora ainda perdure a hesitação dos países árabes aliados dos Estados Unidos por um envolvimento direto na ofensiva. Impaciente com os contínuos ataques retaliatórios iranianos — que já atingiram, além de bases americanas, portos, aeroportos e instalações de energia — em seu território, a Arábia Saudita permitiu que as Forças Armadas dos EUA utilizem a base aérea Rei Fahd, na costa oeste da Península Arábica. Também alvo da retaliação, os Emirados Árabes Unidos, que há anos são um centro financeiro para empresas de Teerã, ameaçam congelar bilhões de dólares em ativos de propriedade iraniana, ao mesmo tempo em que debatem se devem engajar suas Forças Armadas para o conflito. Initial plugin text Em paralelo, comedidos esforços diplomáticos começaram a se desenrolar em Riad, com ministros das Relações Exteriores do Egito, Turquia, Arábia Saudita e Paquistão discutindo, na última quinta-feira, a reabertura do Estreito de Ormuz, rota marítima vital para o escoamento de cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo, além de uma possível ação militar. Mas, agora, o desafio é encontrar um interlocutor no Irã, após a morte do chefe de Segurança do país, Ali Larijani, que era considerado um parceiro viável para dialogar com o Ocidente. \Arrastados para a guerra, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos só entrariam diretamente no conflito, segundo fontes ouvidas pela Bloomberg, se Teerã cumprir suas ameaças de atingir sistemas vitais de energia e água, feitas em resposta às declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre bombardear a Ilha de Kharg, responsável por cerca de 90% das exportações de petróleo da República, e o setor elétrico iraniano. Para atingir Kharg, conforme as fontes, tropas americanas provavelmente seriam mobilizadas a partir dos Emirados, que abrigam a base aérea de Al Dhafra.

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