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CPI do Crime pode aprovar quebra de sigilos no caso Master e vota convocações de ex-BC, Castro e Ibaneis | Collector
CPI do Crime pode aprovar quebra de sigilos no caso Master e vota convocações de ex-BC, Castro e Ibaneis
Jornal O Globo

CPI do Crime pode aprovar quebra de sigilos no caso Master e vota convocações de ex-BC, Castro e Ibaneis

A CPI do Crime Organizado vota nesta terça-feira quebra de sigilos de empresas e investigados ligados ao caso Master, incluindo o cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, Fabiano Campos Zettel, e a convocação do ex-diretor do Banco Central do Brasil Renato Dias de Brito Gomes, além dos ex-governadores Cláudio Castro e Ibaneis Rocha. Os requerimentos de quebra de sigilo atingem empresas e fundos que aparecem no entorno da investigação, como Kairos FIP, Clínica Mais Médicos, Laguz FIDC, Fraction 024 e Prime Aviation, além de pessoas físicas ligadas a essas estruturas, entre elas Artur Martins de Figueiredo, Marcus Vinicius da Mata, Ahmed Mohamad Oliveira e o próprio Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro. A avaliação de integrantes da CPI é que essa etapa é decisiva para avançar sobre o núcleo financeiro do caso. A expectativa é cruzar dados bancários, fiscais, telefônicos e telemáticos para identificar o fluxo de recursos, os intermediários e os beneficiários finais das operações. Na mesma sessão, os parlamentares devem analisar a convocação de Renato Dias de Brito Gomes, que atuava na área responsável por organização do sistema financeiro e resolução bancária no Banco Central do Brasil. Também estão na pauta os pedidos para ouvir Yan Felix Hirano, apontado como possível facilitador na inserção de recursos no sistema financeiro, e o desembargador Macário Júdice. O colegiado também irá decidir se convoca os ex-governadores Cláudio Castro e Ibaneis Rocha, ambos alvos de requerimentos apresentados pelo relator, o senador Alessandro Vieira. No caso de Ibaneis, Vieira sustenta que a convocação está diretamente ligada ao núcleo financeiro do caso Master. Ele precisaria esclarecer duas frentes principais: de um lado, operações do escritório de advocacia fundado pelo governador com fundos ligados ao ecossistema investigado, incluindo cessões de créditos a estruturas associadas à Reag e ao Banco Master; de outro, sua atuação institucional à frente do Governo do Distrito Federal nas decisões envolvendo o BRB, que chegou a negociar a aquisição do Banco Master. Já em relação a Castro, o objetivo é entender o ambiente operacional do crime organizado e suas formas de financiamento. A avaliação é que, por ter comandado o Executivo do Rio de Janeiro, ele pode detalhar o funcionamento das forças de segurança, os gargalos no combate à lavagem de dinheiro e a atuação de facções e milícias, especialmente no contexto da chamada “narcomilícia”, em que grupos controlam territórios e atividades econômicas. A pauta inclui ainda requerimentos de informação ao Banco Central do Brasil sobre processos envolvendo o conglomerado Master e a transferência de controle do Banco Máxima. Também há pedidos ao BNDES sobre uma operação de R$ 5,05 bilhões na BR-163/MT e à Força Aérea Brasileira, com dados de planos de voo. No campo das oitivas, a CPI convocou o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto para esclarecer a atuação da autoridade monetária na supervisão do Banco Master. A expectativa, porém, é de ausência, uma vez que ele já não compareceu a outra oitiva após ter sido desobrigado pelo Supremo Tribunal Federal, que convertou sua convocação em convite. O pesquisador Leandro Piquet Carneiro deve ser ouvido.

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