Jornal O Globo
A Justiça do Paraná autorizou o ex-policial penal Jorge Guaranho a cumprir em regime domiciliar a pena de 20 anos de prisão pela morte do guarda municipal e tesoureiro do PT Marcelo Arruda, assassinado em 2022, em Foz do Iguaçu. A decisão, assinada no último dia 17 de março pela Vara de Execuções Penais, foi cumprida no dia seguinte, quando o condenado deixou o Complexo Médico Penal, em Pinhais, e retornou à cidade onde ocorreu o crime. Turismo: Taxa para quem visitar Ilhabela começa a valer a partir de hoje STF: Zanin condena médico por trote em que conduzia calouras a fazer juramento de 'nunca recusar uma tentativa de coito' Condenado por homicídio duplamente qualificado — por motivo fútil, ligado à divergência política, e por colocar outras pessoas em risco — Guaranho deverá usar tornozeleira eletrônica e só poderá sair de casa para tratamentos médicos previamente autorizados, salvo em situações de emergência. Marcelo Arruda, guarda municipal e dirigente petista assassinato por um bolsonarista no dia que celebrava o próprio aniversário Arquivo pessoal Ao acolher o pedido da defesa, a Justiça considerou comprovado que o ex-policial bolsonarista apresenta sequelas graves decorrentes de agressões sofridas no dia do crime, após ser baleado e espancado por convidados da festa. Relatórios médicos apontam comprometimentos neurológicos e motores, dificuldades para atividades básicas e necessidade de tratamento especializado, incompatível, segundo a decisão, com a estrutura do sistema prisional. A defesa sustentou que o estado de saúde do condenado inclui limitações severas de mobilidade, episódios frequentes de quedas e dificuldades até para se alimentar. O Ministério Público se manifestou favoravelmente à concessão da domiciliar. A Justiça entendeu que o ambiente carcerário não oferece os cuidados necessários ao tratamento das sequelas, classificadas como permanentes e incapacitantes. Marcelo Arruda, militante do PT, foi morto em 2022 por um policial bolsonarista Christian Rizzi Relembre o caso O crime ocorreu em 9 de julho de 2022, durante a comemoração de 50 anos de Arruda, que tinha decoração temática em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao PT. De acordo com as investigações, Guaranho, então policial penal e apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro, invadiu o local após uma provocação inicial e, ao retornar minutos depois, abriu fogo contra o aniversariante. Arruda chegou a reagir, mesmo ferido, mas morreu na madrugada do dia seguinte.
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