Revista Oeste
A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira, 31, uma nova etapa da investigação sobre um esquema venda de decisões no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Agentes cumpriram mandado de busca e apreensão na residência do ex-assessor Márcio José Toledo Pinto, em Brasília. De acordo com a PF, há indícios de que ele teria tentado interferir no andamento das apurações. Os investigadores chegaram a pedir prisão preventiva, mas o pedido foi negado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Cristiano Zanin, que ordenou a ação desta terça-feira. + Leia mais notícias de Política em Oeste As investigações apontam ainda que metadados de arquivos digitais compartilhados entre os suspeitos indicam que Márcio Pinto, então lotado no gabinete da ministra Isabel Gallotti, teria sido o responsável por elaborar minutas posteriormente divulgadas de forma indevida. Ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal I Foto: Carlos Moura/STF Na semana anterior, o ex-assessor foi indiciado pelos crimes de exploração de prestígio, violação de sigilo funcional e participação em organização criminosa. PF não aponta envolvimento de magistrados do STJ No relatório final, a PF afirma haver “robustos indícios” de uma estrutura organizada para negociar decisões judiciais, com atuação dentro e fora dos tribunais, além de envolvimento com lavagem de dinheiro e tráfico de influência. Embora servidores ligados a gabinetes de ministros como Og Fernandes, Isabel Gallotti, Nancy Andrighi e Moura Ribeiro tenham sido mencionados, a PF afirma que, nesta etapa da investigação, não há evidências de participação de magistrados. O post PF faz nova operação sobre venda de sentenças no STJ apareceu primeiro em Revista Oeste .
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