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Advogado vê ‘perseguição política’ de Moraes em decisão que responsabiliza Bolsonaro por fala de Eduardo | Collector
Advogado vê ‘perseguição política’ de Moraes em decisão que responsabiliza Bolsonaro por fala de Eduardo
Revista Oeste

Advogado vê ‘perseguição política’ de Moraes em decisão que responsabiliza Bolsonaro por fala de Eduardo

Em entrevista ao Jornal da Oeste nesta terça-feira, 31, o advogado Roberto Delamanto criticou as restrições impostas a Jair Bolsonaro na prisão domiciliar humanitária e afirmou que tais medidas extrapolam o que prevê a legislação brasileira. Segundo o jurista, a responsabilização do ex-presidente por atos de terceiros configura “perseguição política” e fere o “princípio internacional do direito de que a pena não pode passar da pessoa do condenado”. + Leia mais notícias de Política em Oeste A declaração ocorre no contexto de uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) . O magistrado deu 24 horas para que a defesa de Bolsonaro esclareça um vídeo relacionado a falas do ex-deputado Eduardo Bolsonaro durante a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC). “Se o filho de Jair Bolsonaro grava um vídeo e o posta nas redes sociais, isso é tão elementar que o ex-presidente não pode ser responsabilizado pelo que outros fazem, e algo que salta aos olhos e não tem o menor cabimento”, disse Delamanto. “Trata-se de perseguição política. Esse tipo de conduta denota claramente a existência de viés político neste caso, e não há a quem recorrer — é isso que vivenciamos no Brasil.” No despacho, publicado nesta segunda-feira, 30, Moraes citou trecho do que disse Eduardo no evento. “Vocês sabem por que estou fazendo esse vídeo?”, perguntou o ex-deputado. “Porque estou mostrando para o meu pai e vou provar para todos no Brasil que você não pode barrar prendendo injustamente o líder desse movimento, Jair Messias Bolsonaro.” https://www.youtube.com/watch?v=i_JvhhkmDVA Bolsonaro cumpre prisão domiciliar temporária, com restrições ao uso de celular, internet e qualquer meio de comunicação externa, inclusive por intermédio de terceiros. Depois da fala de Eduardo, o magistrado determinou que a defesa informe se houve descumprimento das medidas . Além disso, alertou que eventual violação pode resultar na revogação do benefício e no retorno ao regime fechado. Delamanto destaca tratamento distinto de Moraes Durante a entrevista, Delamanto também comparou as condições impostas a Bolsonaro com aquelas aplicadas a Fernando Collor de Mello. Moraes determinou a prisão domiciliar humanitária de Collor em maio de 2025, em virtude de enfermidades como Parkinson, apneia do sono e transtorno bipolar . O advogado destacou que, no caso de Collor, as exigências se limitaram ao uso de tornozeleira eletrônica, à necessidade de autorização para saídas e à restrição de visitas. “Já com Bolsonaro, o tratamento é completamente diferente”, argumentou Delamanto. “Há proibição do uso de redes sociais. Uma coisa é o preso no sistema penitenciário, que não deve ter acesso ao celular; outra é a prisão domiciliar humanitária. E agora se trata de execução de pena, não de medida cautelar ou prisão provisória. Ainda assim, repetiu-se aquela mesma imposição, que não está na lei: a proibição do uso de celulares e de redes sociais, direta ou indiretamente, por intermédio de terceiros.” + Leia também: “Defesa de Bolsonaro envia a Moraes resposta sobre fala de Eduardo” A prisão domiciliar de Bolsonaro tem prazo inicial de 90 dias e será reavaliada. No caso de Collor, Moraes concedeu a medida por tempo indeterminado, com base na idade e nas condições de saúde. Condenado a oito anos e dez meses por corrupção passiva e lavagem de dinheiro na Operação Lava Jato, Collor recebeu autorização para cumprir prisão domiciliar em 1º de maio de 2025. O post Advogado vê ‘perseguição política’ de Moraes em decisão que responsabiliza Bolsonaro por fala de Eduardo apareceu primeiro em Revista Oeste .

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