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O diagnóstico secreto de Príncipe Philip e o que você precisa saber sobre câncer pancreático | Collector
O diagnóstico secreto de Príncipe Philip e o que você precisa saber sobre câncer pancreático
Jornal O Globo

O diagnóstico secreto de Príncipe Philip e o que você precisa saber sobre câncer pancreático

Por quase uma década antes de sua morte, em 2021, o Príncipe Philip teria vivido com um câncer de pâncreas inoperável, segundo a nova biografia "Queen Elizabeth II: A Personal History", do historiador Hugo Vickers. O diagnóstico teria ocorrido em 2013, após os médicos identificarem uma "sombra" no órgão. 'Gerenciamento do envelhecimento': como mulheres assumem o controle do próprio tempo Sabrina Parlatore relata ganho de peso na menopausa; saiba por que emagrecer é um desafio A longevidade do príncipe frente à doença chama atenção, considerando que o câncer pancreático é notoriamente agressivo, difícil de detectar e um dos mais letais do mundo, incluindo o Brasil. Apesar de representar apenas 1% dos casos, ele responde por cerca de 5% das mortes por tumores no país. "O câncer de pâncreas é um tipo de neoplasia que acontece, como o próprio nome diz, no pâncreas, quando há uma replicação celular desordenada, gerando um tumor que pode se disseminar, se espalhar pelo corpo, o que é chamado de metástase", explica o oncologista Ramon Andrade de Mello, do Centro Médico Paulista High Clinic Brazil (São Paulo) e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cancerologia. Segundo o especialista, fatores como obesidade, tabagismo e pancreatite crônica aumentam o risco de desenvolver a doença. "É uma doença difícil de ser diagnosticada na fase precoce, por isso, o rastreio regular é fundamental, principalmente para pacientes com fatores de risco", alerta. Entre os sinais mais comuns estão dor abdominal, perda de peso, icterícia — amarelidão da pele e dos olhos — e vômitos. "Todos esses sinais podem sugerir a presença de um câncer de pâncreas", acrescenta. O diagnóstico geralmente é feito por meio de tomografia, que permite identificar massas suspeitas no pâncreas. "Eventualmente, em alguns serviços, temos disponível também a ressonância magnética, que consegue visualizar melhor as estruturas dessa região", detalha o médico. No entanto, a confirmação definitiva depende da biópsia obtida por CPRE, colangiopancreatografia retrógrada endoscópica, exame que combina endoscopia e radiografia. A partir do resultado, o oncologista define o tratamento mais indicado. "Se trata-se de uma doença operável, a cirurgia pode ser indicada. Outra opção é quimioterapia seguida de cirurgia e, posteriormente, retorno com quimioterapia. Caso a doença já esteja disseminada pelo organismo, a quimioterapia é usada isoladamente", observa. Apesar das possibilidades, o prognóstico do câncer de pâncreas ainda é desafiador. "Especialmente na doença metastática, a sobrevida é curta, podendo variar, em média, de 6 a 11 meses de vida, dependendo do tipo de tratamento que é realizado. Mas, caso seja operável, o câncer de pâncreas apresenta um diagnóstico melhor", finaliza Dr. Ramon.

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