Jornal O Globo
Um juiz federal dos Estados Unidos determinou a suspensão do projeto do ex-presidente Donald Trump para construir um salão de baile de cerca de US$ 400 milhões na Casa Branca, ao entender que a iniciativa não tem respaldo legal sem aprovação do Congresso. Entre ataques e medo constante, civis tentam manter rotina em meio à guerra no Irã: 'Sentimos falta das coisas mais simples' Irã aperta controle sobre Ormuz: média diária cai de 135 navios antes de conflito para apenas seis em março A decisão, proferida nesta terça-feira pelo juiz distrital Richard Leon, atende a uma ação movida pela organização de preservação histórica National Trust for Historic Preservation e impõe uma liminar que interrompe as obras enquanto o caso segue em análise. No entendimento do magistrado, o presidente não tem autoridade para realizar uma intervenção dessa magnitude na residência oficial sem aval legislativo. A decisão ressalta que a Casa Branca é um patrimônio público e não pertence ao ocupante do cargo. O projeto previa a construção de um salão de cerca de 90 mil pés quadrados no local onde ficava a Ala Leste da Casa Branca, demolida anteriormente para dar lugar à obra. A iniciativa vinha sendo defendida por Trump como uma modernização necessária para sediar grandes eventos oficiais, com financiamento majoritariamente privado. A ação judicial argumenta que a demolição e o início das obras ocorreram sem as autorizações exigidas por lei, incluindo a aprovação do Congresso e de órgãos responsáveis pelo planejamento urbano e preservação histórica. A decisão representa um revés para os planos do republicano de deixar uma marca arquitetônica duradoura em Washington. O juiz determinou a paralisação do projeto ao menos até que haja uma avaliação mais aprofundada sobre a legalidade da obra — ou eventual autorização legislativa. A Casa Branca ainda pode recorrer da decisão. Enquanto isso, o futuro do salão de baile — e das mudanças estruturais pretendidas para o complexo presidencial — permanece indefinido.
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