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Rui Costa diz que endividamento da população preocupa Lula e que Caiado mexe pouco no cenário O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que o endividamento das famílias brasileiras é hoje a principal preocupação do presidente Lula (PT) para as eleições de 2026. Segundo o ministro, embora o país viva a "maior massa salarial da história", o sentimento de perda de poder de compra do eleitor é real e fruto de um "combo" negativo: a alta taxa de juros, a facilidade do comércio eletrônico e o impacto devastador das apostas online (bets). "Temos relatos de empresas privadas com funcionários excepcionais perdendo produtividade e comprometendo a renda familiar pelo vício no jogo", alertou Costa, defendendo maior restrição ao setor. Para o ministro, esse cenário econômico é o que define o humor do eleitor, fazendo com que a entrada do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), na disputa presidencial "mexa pouco" no tabuleiro, que segue polarizado entre Lula e o campo bolsonarista — representado por Flávio Bolsonaro (PL-RJ). "Eu acho que mexe pouco [a entrada de Caiado] porque o país está muito polarizado. O caminho, na minha opinião, é mostrar o que era o Brasil na era Bolsonaro e o que é agora. [...] Tem uma coisa que é retórica e ideológica política: 'Vou tirar fulano'. Mas não consegue dizer o que é que ele vai fazer." Sobre Flávio Bolsonaro, Rui Costa disse que o senador vai precisar mostrar o seu currículo: "O candidato tem que se apresentar, tem que mostrar qual o seu currículo, o que é que ele fez pelo Brasil, o que é que ele fez pela população? [...] Porque o exemplo da gestão do pai dele é o desastre completo na economia, na inflação, na taxa de juros e no desemprego." Ligação de Campos Neto ao caso Master Rui Costa diz que Campos Neto é figura central do Caso Master Ao tratar do escândalo do Banco Master, Rui Costa apontou a responsabilidade institucional da gestão anterior do Banco Central no cenário financeiro. O ministro afirmou que a ascensão do banqueiro Daniel Vorcaro, que está preso, no sistema bancário só foi possível por uma decisão da cúpula do BC em 2019, presidido por Roberto Campos Neto, que teria ignorado alertas técnicos. "O responsável central por essa pessoa [Vorcaro] ter virado banqueiro chama-se Campos Neto e sua diretoria do Banco Central", disse. Costa relatou que, em fevereiro daquele ano, relatórios técnicos negaram o pedido de Vorcaro por falta de capacidade financeira, mas que o parecer mudou "da água para o vinho" meses após a posse de Campos Neto. Ele defendeu que a investigação mire a omissão do órgão, lembrando que o esquema só foi desarticulado após auditorias da atual diretoria. Defesa sobre a 'Cesta do Povo' na Bahia O ministro também se defendeu das tentativas de vincular sua gestão como governador da Bahia às atividades posteriores do grupo Master através do programa de crédito consignado "Credicesta". Rui Costa negou qualquer irregularidade na venda da antiga estatal Cesta do Povo e usou uma analogia para explicar sua posição: "Eu vendo um carro velho que me dá prejuízo. Se oito anos depois alguém sem carteira atropela uma pessoa com esse carro, o jornalista vem me perguntar por que vendi? Eu não sou fiscal de trânsito", ironizou. Ele reforçou que a responsabilidade de fiscalizar agentes financeiros cabe exclusivamente ao Banco Central, e não aos governos estaduais.
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