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Governadores e candidatos do PSD evitam apoio público à candidatura de Caiado à Presidência | Collector
Governadores e candidatos do PSD evitam apoio público à candidatura de Caiado à Presidência
Jornal O Globo

Governadores e candidatos do PSD evitam apoio público à candidatura de Caiado à Presidência

Anunciado como o pré-candidato ao Planalto do PSD na segunda-feira, Ronaldo Caiado terá como desafio não apenas atrair votos de eleitores até outubro, mas também reunir apoio à candidatura dentro da própria sigla. O lançamento do chefe do Executivo de Goiás à Presidência foi ignorado por governadores e por postulantes aos governos estaduais da legenda, que conta com alas já alinhadas com candidaturas rivais a de Caiado, com as de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo). Após negociar saída para PT ou PSB: Aliados de Marina Silva avaliam agora que 'só um milagre' tira a ministra da Rede ACM Neto indica apoio a Caiado na disputa pela Presidência: ‘Relação histórica torna difícil não estar com ele’ Com a promessa de “desativar” a polarização no país, Caiado foi confirmado como pré-candidato após a desistência, na semana passada, do governador do Paraná, Ratinho Junior — o único chefe do Executivo estadual da legenda que utilizou as redes sociais para declarar apoio imediato à candidatura do líder goiano. A escolha frustrou ainda o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que trocou o PSDB pelo PSD. O gaúcho afirmou que a decisão da legenda tende a manter o ambiente de divisão no país e disse haver no país um desejo “ainda silencioso, mas muito real” por uma alternativa equilibrada. Nenhum dos dois esteve presente no pronunciamento, apesar de terem sustentado, por algumas semanas, que estariam juntos no projeto independentemente do resultado. No dia seguinte, Leite adotou tom conciliatório ao destacar ter conversado com Caiado e dizer que, apesar de “diferenças de visão e estilo”, há também “muitas convergências” entre eles. Os outros quatro governadores da legenda não se manifestaram nas redes sociais sobre a escolha de Caiado: Raquel Lyra (Pernambuco), Marcos Rocha (Rondônia), Fábio Mitidieri (Sergipe) e Mateus Simões (Minas Gerais). Mitidieri já declarou publicamente que apoiará Lula no pleito deste ano. Já Lyra migrou do PSDB para o PSD em busca de aproximação do petista, que é aliado do rival João Campos no estado. Ela deve apostar em um posicionamento de neutralidade na eleição. Simões, por sua vez, apoiará Zema. O silenciamento também foi a estratégia adotada por nomes da legenda que almejam disputar os governos estaduais neste ano. É o caso do ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, que disputará o Palácio Guanabara em aliança com o PT. A sigla de Lula também oficializou apoio aos nomes do PSD aos governos do Amazonas e Mato Grosso. Os líderes do PT na Câmara e no Senado também não se pronunciaram nas redes. Tanto o deputado Antônio Brito (BA), quanto a senadora Eliziane Gama (MA) são nomes próximos ao PT. Caiado se filiou apenas este ano ao PSD. A mudança ocorreu diante da perspectiva de o União Brasil, sua antiga legenda, não lançar uma candidatura própria ao Executivo federal. O presidente da sigla, Gilberto Kassab, tenta posicionar a chapa em um meio-termo entre Lula e Flávio, que lideram as pesquisas. Mas, o histórico de embates do goiano com a esquerda e as afinidades com a direita, enquanto ruralista, trazem dúvidas sobre a capacidade dele de cumprir esse papel.

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