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Caso Agostina Páez: após pagar fiança de R$ 97 mil, argentina acusada de injúria racial tem tornozeleira retirada no Rio | Collector
Caso Agostina Páez: após pagar fiança de R$ 97 mil, argentina acusada de injúria racial tem tornozeleira retirada no Rio
Jornal O Globo

Caso Agostina Páez: após pagar fiança de R$ 97 mil, argentina acusada de injúria racial tem tornozeleira retirada no Rio

A advogada argentina Agostina Páez, de 29 anos, teve a tornozeleira eletrônica retirada nesta terça-feira no Rio de Janeiro após o pagamento de fiança de R$ 97.260. A decisão, assinada pelo juiz Guilherme Schilling Pollo Duarte, da 37ª Vara Criminal da Capital, abre caminho para o retorno da jovem ao seu país de origem após mais de dois meses sob monitoramento eletrônico. 'Estou desesperada': Acusada de injúria racial no Rio, argentina segue impedida de deixar o Brasil Barman que acusa turista argentina de racismo quer R$ 50 mil de indenização Páez usava o dispositivo desde 21 de janeiro, quando passou a responder a processo por injúria racial no Brasil. A retirada foi autorizada após a defesa efetuar o depósito equivalente a 60 salários mínimos. Na decisão, o magistrado também determinou a comunicação à Polícia Federal para viabilizar a saída da ré do país. A medida ocorre após uma reviravolta no caso. Na segunda-feira, o juiz Luciano Barreto Silva, do Tribunal de Justiça do Rio, concedeu habeas corpus à argentina e criticou a manutenção das medidas cautelares pela primeira instância, mesmo com o avanço do processo. A decisão foi interpretada como um revés ao juízo original e obrigou a revisão das restrições impostas. A retirada do equipamento foi realizada em uma unidade da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap). Um vídeo mostra o momento em que o dispositivo é desligado da perna esquerda da advogada — etapa que, na prática, encerra as limitações físicas que a mantinham no país. Caso teve origem em episódio em Ipanema A investigação contra Páez começou após um episódio ocorrido em 14 de janeiro, em frente a um bar em Ipanema, na Zona Sul do Rio. Na ocasião, ela foi filmada fazendo gestos racistas, imitando um macaco, direcionados a funcionários do estabelecimento. O caso ganhou repercussão e foi enquadrado nas leis brasileiras que tratam de crimes raciais. Segundo informações do processo, há um acordo em andamento para que a eventual pena seja substituída pelo pagamento de indenização às vítimas e pela prestação de serviços comunitários na Argentina. A medida ainda depende de homologação judicial. Com a retirada da tornozeleira, o último passo para o retorno de Páez é a formalização da autorização de viagem. O juiz determinou a devolução do passaporte e a emissão de documento que permita a saída do país, mas ainda é necessário que a decisão seja comunicada às autoridades migratórias. A expectativa da defesa é que o procedimento seja concluído a tempo de viabilizar o embarque ainda nesta quarta-feira, pelo Aeroporto Internacional do Galeão. Páez deve viajar acompanhada do pai e de um advogado da família, com destino inicial a Buenos Aires e, posteriormente, à cidade de Santiago del Estero.

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