Jornal O Globo
A deputada federal Duda Salabert (PDT-MG) anunciou, na última terça-feira, que deixará o PDT e retornará ao PSOL para disputar as próximas eleições. A parlamentar, que tentará se reeleger em outubro, afirmou que a mudança foi definida por "maior alinhamento ideológico". Corrida presidencial: Flávio retoma articulação com Zema e mira nomes da Bahia como plano B para vice após negativa de Tereza Cristina Veja mais: Governadores e candidatos do PSD evitam apoio público à candidatura de Caiado à Presidência — É o momento de voltar às origens. Acredito em um projeto de esquerda mais amplo, coeso e que não se prenda a agendas que não fazem sentido — declarou Duda, sobre a mudança de legenda. A parlamentar realizou a troca quatro dias antes do fim da janela partidária, período em que o Tribunal Superior Eleitoral permite que deputados troquem de partido, tendo em vista suas ambições para o próximo pleito, sem perderem seus mandatos. O prazo máximo para legisladores federais, estaduais e distritais mudarem de partido é dia 3 de abril. — As conversas foram muito tranquilas. Era de interesse de ambas as partes, então tudo fluiu muito bem. Existe um retorno por coerência e por crenças comuns, um projeto maior e a longo prazo. O partido hoje é outro, e eu também sou outra — diz Salabert expõe a negociação para deixar o PDT. Mulher transexual, ela tinha deixado o PSOL em 2019, quando se desentendeu com o partido e chegou a acusar a legenda de "transfobia estrutural". Vereadora mais votada em Belo Horizonte nas eleições de 2020, Duda chegou a Câmara dos Deputados em 2022, sendo a primeira deputada federal transexual da história do Brasil. No congresso, pelo PDT, ela ganhou notoriedade por defender pautas em torno de questões ambientais, da educação e da população LGBTQIAP+.
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