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Delegação do FBI chega a Cuba para apurar ataque com lancha armada dos EUA | Collector
Delegação do FBI chega a Cuba para apurar ataque com lancha armada dos EUA
Jornal O Globo

Delegação do FBI chega a Cuba para apurar ataque com lancha armada dos EUA

Uma delegação do FBI está em Cuba para participar das investigações sobre o confronto entre uma lancha armada procedente da Flórida e forças de guarda-costeira cubanas, ocorrido em 25 de fevereiro de 2026. O incidente deixou cinco mortos e seis feridos, segundo informou uma fonte da embaixada dos Estados Unidos em Havana. Vivi para contar: 'Ficávamos 16 horas sem luz, algumas vezes até mais', diz brasileiro que morou seis meses em Cuba Com pressão regional: programa internacional de médicos vira alvo na estratégia dos EUA contra Cuba "Uma equipe técnica do Bureau Federal de Investigações (FBI) viajou a Cuba como parte de sua investigação exaustiva e independente sobre o incidente marítimo de 25 de fevereiro de 2026", confirmou nesta quarta-feira à AFP, sob condição de anonimato, uma funcionária da embaixada norte-americana. A fonte detalhou que a delegação do FBI chegou a Cuba na terça-feira. Havana afirmou, em março, que Washington estava disposto a colaborar nas investigações do caso, ocorrido em um contexto de tensões crescentes entre os dois países. Initial plugin text "Há uma cooperação com as contrapartes norte-americanas e estamos à espera de um grupo de especialistas do FBI para seguir avançando nesta investigação", declarou em 13 de março o presidente Miguel Díaz-Canel, em entrevista à televisão estatal. Díaz-Canel também confirmou, na mesma ocasião, que Cuba mantém conversas com os Estados Unidos para buscar "soluções por meio do diálogo para as diferenças bilaterais". Caminhando 'no fundo de um poço já fundo': sob escassez e sem combustível, cubanos veem mudança na Venezuela quase com esperança De acordo com a versão oficial cubana, o incidente ocorreu quando uma embarcação da guarda-costeira se aproximou da lancha, que tinha matrícula norte-americana, para solicitar identificação. Os ocupantes teriam reagido abrindo fogo. Embarcação das Tropas Guardafronteiras de Cuba Governo de Cuba O Ministério do Interior de Cuba informou que, no confronto, quatro passageiros da lancha morreram no local e outros seis ficaram feridos. Um dos feridos morreu posteriormente em um hospital cubano. Durante o tiroteio, um agente das forças de guarda-fronteira de Cuba também ficou ferido. Entre os dez ocupantes da lancha interceptada, dois tinham cidadania norte-americana. Citando o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, a fonte da embaixada afirmou que "a maioria dos fatos que estão sendo relatados publicamente provém das informações fornecidas pelos cubanos". "Nós verificaremos isso de forma independente" e "vamos apurar exatamente o que aconteceu aqui e, posteriormente, responderemos em conformidade", acrescentou. Segundo o Ministério do Interior, foram encontradas a bordo da lancha armas de diferentes calibres, incluindo 14 fuzis, 11 pistolas e quase 13 mil munições. Crise: hospital infantil de Cuba reduz atendimentos e prioriza pacientes graves Os sobreviventes da embarcação foram formalmente acusados de "terrorismo", de acordo com o Ministério Público cubano. Infiltrações de comandos armados vindos do sul da Flórida para realizar atentados em Cuba foram frequentes após o triunfo da Revolução Cubana. A administração de Donald Trump não esconde o interesse em promover uma mudança de regime em Cuba, país que considera uma "ameaça excepcional" à segurança nacional dos Estados Unidos devido às suas relações com Rússia, China e Irã.

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