Jornal O Globo
Se tudo correr como planejado, a Nasa vai lançar, às 19h24 desta quarta-feira, a sua primeira viagem tripulada à Lua desde 1972, quando foi encerrado o Programa Apollo. Na missão Artemis II, quatro astronautas serão lançados do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, em um trajeto de mais de 1 milhão de quilômetros que vai contornar o nosso satélite natural e voltar à Terra, sem pousar na superfície lunar. Entre os tripulantes, estarão a primeira mulher e a primeira pessoa negra a viajar para a Lua. Artemis II: Missão histórica da Nasa marca retorno humano à órbita da Lua Animação interativa: Entenda como será o sobrevoo lunar da missão Artemis II Segundo uma pesquisa recente do Datafolha, 33% dos brasileiros não acreditam que seres humanos já caminharam na superfície da Lua. Para essas pessoas, a Artemis II será a primeira viagem tripulada a se aproximar do satélite. A verdade, porém, é que seis missões da Nasa pousaram com sucesso no solo do satélite natural da Terra ao longo de três anos. A primeira delas, chamada Apollo 11, chegou lá no dia 20 de julho de 1969, com os astronautas Neil Armstrong, Buzz Aldrin e Michael Collins. Neste post, a gente conta um pouco sobre quem eram os tripulantes da Apollo 11 e o que aconteceu com eles depois do festejado retorno para a Terra. Armstrong em 20 de julho de 2009, comemorando os 40 anos da viagem à Lua Arquivo/AFP LOUIS ARMSTRONG: Primeiro homem a pisar na Lua, o comandante da Apolo 11 nasceu em 5 de agosto de 1930, em Ohio, nos Estados Unidos. Formado em Engenharia, ele se tornou aviador da Marinha em 1950. Três anos depois, foi obrigado a ejetar de seu caça quando foi atingido por fogo antiaéreo na Guerra da Coreia. O aviador entrou para o Corpo de Astronautas da Nasa, em 1962, e fez seu primeiro voo orbital em 1966, a bordo da missão Gemini VIII. Pouco depois de comandar a Apolo 11, ele anunciou que não voltaria ao espaço e, em 1970, se aposentou como astronauta. Artemis II: Por que a Nasa está gastando US$ 100 bilhões para retornar à Lua? Apollo 11: Fitas originais da missão foram apagadas, e não escondidas; entenda Armstrong foi professor da Universidade de Cincinnati e também atuou como executivo em diferentes empresas. Só voltou à Nasa para integrar a comissão que investigou o acidente da Apolo 13, em 1970, e a comissão sobre a tragédia do ônibus espacial Challinger, em 1986. Armstrong tinha fama de recluso, mas não perdeu a vocação aventureira. Em 1985, participou de uma expedição ao Polo Norte e, em 1991, estava esquiando quando sofreu um enfarte. O americano foi casado duas vezes e teve três filhos. Morreu aos 82 anos, em 2012, por problemas durante uma cirurgia de ponte de safena. O ex-astronauta Buzz Aldrin em visita a São Paulo, em 2014 Michel Filho/Agência O GLOBO BUZZ ALDRIN: Nascido em Nova Jersey no dia 20 de janeiro de 1930, Edwin "Buzz" Aldrin se formou em Engenharia Mecânica, ingressou na Força Aérea dos Estados Unidos e, assim como Armstrong, pilotou caças na Guerra da Coreia. Ele entrou para a Nasa e fez seu primeiro voo espacial em 1966, na Gemini XII. Em 1969, Aldrin pilotou o módulo lunar da Apolo 11 e foi o segundo homem a pisar na superfície do satélite. Ele se aposentou como astronauta em 1971. Artemis II: Comandante diz que preparou as filhas para uma possível morte Planos da Nasa: Agência deve priorizar construção de base na Lua; entenda Aposentado também como militar, Aldrin lutou contra a depressão e o alcoolismo nos anos 1970. Segundo descreveu em uma autobiografia lançada em 2002, o ex-astronauta perdeu todo seu dinheiro e acabou se tornando um vendedor de carros numa concessionária da Cadillac. Em 1978, conseguiu se livrar dos vícios e retomou as rédeas da vida. Em 1996, fundou uma empresa de design de foguetes espaciais. Hoje aos 96 anos, Aldrin tem sido um grande apoiador dos planos de levar astronautas a Marte, sugerindo que a Lua deveria seria ponto de partida para colonizar o Planeta Vermelho. Michael Collins: O tripulante da Apollo 11 que não pisou na Lua Wikicommons MICHAEL COLLINS: Depois de entrar para o Corpo de Astronautas da Nasa, integrou a missão Gemini 10, em 1966, e, em 1969, atuou como piloto do módulo de comando da Apolo 11 (foi o único a não pisar na Lua). Aposentado como astronauta, teve um cargo no Departamento de Estado dos EUA, foi diretor do Museu Nacional Aeroespacial, subsecretário do Instituto Smithsonian e executivo de uma empresa do setor aeroespacial, antes de fundar uma consultoria. Collins também escreveu diferentes livros, entre eles, o infantil "Voando para a Lua: a história de um astronauta" (tradução livre), de 1994. Continuou advogando pela exploração do espaço, até morrer, aos 90 anos, vítima de um câncer.
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