Revista Oeste
Um grupo tentou desviar quase R$ 900 milhões da herança do empresário João Carlos Di Genio, fundador do grupo educacional Unip/Objetivo. O Ministério Público de São Paulo e a Polícia Civil investigam o caso. Segundo as autoridades, os suspeitos criaram uma dívida imobiliária fictícia atribuída ao empresário. Depois da morte de Di Genio, em fevereiro de 2022, eles tentaram cobrar o valor do espólio. https://www.youtube.com/watch?v=ymcaSq6uEpQ O Ministério Público investiga nove pessoas por crimes como estelionato, falsificação de documentos, fraude processual e organização criminosa. A polícia cumpriu mandados de busca, apreensão e prisão nesta terça-feira, 31. Até a última atualização da investigação, Jorge Alberto Rodrigues de Oliveira, apontado como facilitador do esquema, havia sido preso, conforme o portal g1. Grupo simulava venda de imóveis Segundo o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), os investigados criaram um negócio imobiliário fictício para justificar a cobrança milionária. Para sustentar o golpe, o grupo utilizou a empresa Colonizadora Planalto Paulista Ltda.. Os suspeitos apresentaram a companhia como responsável pela venda de 448 imóveis na cidade de Piraju, no interior de São Paulo. + Leia mais notícias de Economia em Oeste Com base nesse negócio inexistente, os investigados elaboraram um contrato de compra e venda no valor de R$ 635 milhões. Depois, atualizaram a cobrança para cerca de R$ 845 milhões. Assinaturas falsificadas A investigação aponta que o grupo produziu documentos falsos para sustentar o golpe. A perícia concluiu que os investigados falsificaram as assinaturas de Di Genio e de seu procurador. Para isso, usaram técnicas de decalque e montagem. Os suspeitos também criaram uma nota promissória de R$ 635 milhões, fazendo com que o fundador da Unip aparecesse como devedor no contrato. Tentativas de cobrar a herança Depois da morte do empresário, o grupo passou a tentar cobrar o valor da suposta dívida. Em agosto de 2024, os investigados notificaram o espólio e exigiram o pagamento do montante. O procurador que aparecia no contrato afirmou que não participou do negócio e negou a autenticidade da assinatura. Leia mais: “ Recall global atinge 700 mil carros híbridos da Stellantis ” Mesmo assim, os suspeitos tentaram habilitar o crédito no processo de inventário. A Justiça chegou a reservar bens do espólio. Depois, o Tribunal de Justiça de São Paulo reverteu a decisão ao identificar indícios de fraude. Uso de tribunal arbitral Os investigadores afirmam que o grupo tentou dar aparência de legalidade à cobrança. Para isso, os suspeitos criaram a Câmara Arbitral Fórum de Negócios e Finanças Internacionais e Nacionais por Arbitragem e Mediação Ltda. A entidade funcionaria como um tribunal privado para resolver disputas contratuais. Segundo o Gaeco, os investigados inseriram de forma fraudulenta uma cláusula de arbitragem em um documento falsificado. https://www.youtube.com/watch?v=HFuIHwQb6CQ Uma das integrantes do grupo se apresentou como juíza arbitral e condenou o espólio ao pagamento da dívida. Leia mais: “ Vorcaro busca delação rápida para proteger fortuna ” Com base nessa decisão, os suspeitos entraram na Justiça e pediram o cumprimento da sentença arbitral. Eles atualizaram o valor da cobrança para R$ 845.873.009,65. O post Como grupo tentou desviar quase R$ 900 milhões da herança do fundador da Unip apareceu primeiro em Revista Oeste .
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