Jornal O Globo
O senador e ex-presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana, se filiará ao PSD, partido do governador Mateus Simões (PSD), que concorrerá como sucessor do ex-governador Romeu Zema (Novo). O anúncio será oficializado em uma cerimônia em Belo Horizonte na noite desta quarta-feira, na presença de Simões, do presidente nacional do partido, Gilberto Kassab (PSD), e do diretório estadual, Cássio Soares (PSD). Ceará: Lula defende candidatura de Elmano e diz que Camilo é uma 'liderança que precisa ser usada em nível nacional' Entrevista: 'Eleitor de centro vai comparar os governos Lula e Bolsonaro e definir a eleição', diz Fufuca Viana deixa o Podemos para buscar a reeleição pela nova sigla, da qual já foi filiado entre os anos de 2019 e 2021. Em 2022, ele chegou a migrar para o PL e concorreu ao governo de Minas, mas ficou em terceiro lugar. Já em 2024, também concorreu à prefeitura de Belo Horizonte e também saiu derrotado, ficando fora do segundo. Desde o ano passado, no entanto, Viana vinha ganhando projeção após assumir o comando da CPMI do INSS e chegou a ser considerado uma opção para compor uma possível chapa do PL neste ano como uma das indicações ao Senado, junto ao deputado federal Domingos Sávio (PL-MG). Agora no PSD, Viana poderá estar na composição de Simões, a depender do arranjo da direita no estado. O governador tem sinalizado que indicará ao Senado o ex-secretário de Estado do Governo, Marcelo Aro (PP), e deixará a segunda vaga para o PL, atendendo a um pedido feito pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A sigla, por sua vez, tem analisado a hipótese de lançar uma candidatura própria ao Executivo encabeçada pelo presidente da Federação das Indústrias do estado (Fiemg), Flávio Roscoe, que se filiou ao PL durante um evento na sede do partido ontem. Na ocasião, não foi detalhado qual cargo Roscoe disputará. A definição depende, afirmam interlocutores da sigla, do desempenho dele nas pesquisas e de análises internas, levando em consideração a composição nacional. Dentro do partido, uma ala defende que Zema abra mão de concorrer ao Planalto e ocupe a vice do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A decisão favoreceria Simões, que, até o momento, tem o apoio do PL como incerto. Já Roscoe ganhou força por ser tratado como um outsider. A leitura é que o perfil pode ajudar a ampliar o alcance da direita para além do núcleo político tradicional, dialogando com o setor produtivo e com eleitores menos vinculados a partidos. Além disso, dirigentes avaliam que ele reduz desgastes entre as diferentes alas do PL em Minas, que hoje estão divididas sobre o melhor caminho eleitoral — uma aliança com o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), por exemplo, divide o partido. A definição sobre o papel de Roscoe deve ficar para as próximas semanas. Procurado pelo GLOBO, Cleitinho se disse aberto à possibilidade de tê-lo como vice, mas negou articulações. — Ainda não me procuraram, mas vamos conversar — afirmou.
Go to News Site