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Júri condena 3 homens por assassinato de mãe e filha no RS; penas somam até 49 anos de prisão | Collector
Júri condena 3 homens por assassinato de mãe e filha no RS; penas somam até 49 anos de prisão
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Júri condena 3 homens por assassinato de mãe e filha no RS; penas somam até 49 anos de prisão

Neusa e Ana Paula Rapkievicz foram atingidas por disparos em Casca e morreram Montagem/Arquivo Pessoal Terminou na noite desta quarta-feira (1º) o julgamento de três homens denunciados pelas mortes de uma mulher e da filha dela, em Casca, no Norte do estado. Relembre o caso abaixo. Após a decisão do Tribunal do Júri, o magistrado fixou as condenações em: Claudinei Lima dos Santos: 49 anos; Alcinei Antônio dos Santos: 40 anos e 10 meses; Lucas dos Santos Brizola: 28 anos. As defesas ainda podem recorrer, mas os três não terão direito de aguardar em liberdade, já que estavam presos preventivamente. Leia, abaixo, o que dizem os advogados. Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Segundo o Ministério Público, os condenados atuaram como executores do crime. Eles foram responsabilizados pelas qualificadoras de promessa de recompensa e pelo uso de um recurso que dificultou qualquer chance de defesa das vítimas. Outros dois homens apontados pela acusação como mandantes dos homicídios não foram julgados nesta semana. O julgamento deles foi remarcado para o dia 20 de maio. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Relembre o caso De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, mãe e filha, Neusa e Ana Paula Rapkievicz, foram assassinadas a tiros no dia 14 de junho de 2020, quando voltavam para casa, em uma área do interior do município de Casca. Para a acusação, o ataque foi planejado com antecedência e teria como pano de fundo disputas familiares. Entre os motivos apontados estão conflitos patrimoniais e desentendimentos envolvendo a guarda de uma criança, neta e sobrinha das vítimas. A menina é filha de um dos réus com a ex-companheira, que já morreu. Ainda conforme a acusação, os mandantes teriam pago ao menos R$ 20 mil para a execução do crime e oferecido suporte aos executores, incluindo informações sobre o local, transporte, estadia e armas utilizadas. O Ministério Público também sustenta que o homicídio teve motivação considerada torpe, já que teria relação com questionamentos feitos pelas vítimas sobre a morte da ex-companheira de um dos réus, registrada como suicídio à época. O processo envolvendo um sexto acusado, também apontado como executor, foi desmembrado. A razão é que ainda não houve trânsito em julgado da decisão que o levou a júri. O que dizem as defesas Claudinei Lima dos Santos "A defesa irá recorrer da decisão. Além de nulidades que foram verificadas ao longo da sessão plenária, a pena aplica aos réus não está em consonância com o entendimento das cortes superiores." Alcinei Antônio dos Santos "Em relação à condenação de Alcinei a 40 anos e 10 meses de pena, destacamos que o julgamento foi conduzido de forma justa e imparcial. Embora Alcinei aceite a decisão proferida, ele não concorda com o resultado e irá recorrer da sentença. É importante ressaltar que os jurados reconheceram a participação de menor importância de Alcinei no crime, o que demonstra que sua defesa foi considerada e avaliada pelo júri. No entanto, Alcinei e sua defesa entendem que há elementos que justificam a revisão da pena, motivo pelo qual será apresentado recurso. A defesa de Alcinei está ciente de que o processo foi conduzido dentro dos trites do devido processo legal e que a decisão foi proferida de acordo com as provas apresentadas. Contudo, confia na possibilidade de revisão da pena e na justiça, buscando um desfecho mais favorável para o réu." Lucas dos Santos Brizola "A defesa do Réu Lucas Brizola, composta pelo advogado Eduardo Vanin Rodrigues informa que em razão do acolhimento parcial da tese defensiva pelo conselho de sentença, nos próximos dias analisará a possibilidade de interposição de recurso." VÍDEOS: Tudo sobre o RS

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