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Jovem usa o celular em Sidney, na Austrália; país aprovou lei que proíbe acesso de menores de 16 anos às redes sociais Hollie Adams/Reuters No mundo digital, nem tudo o que parece piada, meme ou símbolo solto deve ser encarado apenas como diversão. Uma nova plataforma do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) quer ajudar a traduzir mensagens que circulam na internet e que, à primeira vista, podem parercer apenas brincadeiras ou referências sem importância, mas tem um significado por trás. Emojis são os símbolos presentes nas mensagens de texto que funcionam como uma linguagem universal, expressando emoções e fazendo referências de forma rápida no contexto digital. Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Lançado nesta semana, o site Decodificando os Sin@!s foi desenvolvido pelo Núcleo de Prevenção à Violência Extrema (NUPVE) e propõe ressaltar símbolos, emojis, siglas e termos que podem esconder significados ligados a crimes e a processos de radicalização. De acordo com o MPRS, conteúdos usados de forma aparentemente irônica ou leve podem, em determinados contextos, funcionar como códigos para ideologias violentas, exploração sexual, racismo, tráfico e outras práticas ilegais. A Childhood Brasil, organização que atua na proteção da infância, explica que alguns emojis têm significados distorcidos por pedófilos, por exemplo: O símbolo do milho, por exemplo, é associado à palavra “corn”, cuja sonoridade remete a “porn” (pornografia); Já o emoji de macarrão instantâneo, chamado “noodles”, é utilizado em referência à palavra “nudes”. Como usar O acesso ao site é aberto, mas exige a criação de um cadastro. Depois de fazer login, o usuário pode pesquisar diretamente por um emoji, palavra ou símbolo específico ou navegar pela "biblioteca" da plataforma, que reúne uma lista organizada desses elementos. Cada item traz explicações sobre os possíveis sentidos assumidos nas redes, exemplos de uso, o grau de ambiguidade e as interpretações associadas a contextos de violência extrema. Entre as situações apontadas estão alguns exemplos, como: Racismo: emojis empregados para ofender ou atacar pessoas por meio de referências de cunho racial, funcionando como uma forma velada de discurso discriminatório; Pedofilia: símbolos utilizados como estratégia inicial para se aproximar de crianças, servir de convite para conversa e dar início a processos de aliciamento no ambiente digital; Tráfico humano: uso de emojis como indicadores codificados de novas vítimas ou da chegada de pessoas a cidades envolvidas em redes de tráfico, com o objetivo de driblar a identificação direta das mensagens. Violência e abuso sexual infantil: veja os sinais e saiba como proteger as crianças Educação e prevenção A ideia da ferramenta é ajudar pais, educadores, profissionais da rede de proteção e o público em geral a compreender melhor a linguagem utilizada em ambientes digitais, especialmente quando há o uso de códigos que não são facilmente identificáveis por quem não está familiarizado com esse tipo de comunicação. Segundo o MPRS, o material reunido na plataforma também servirá de base para a produção de um glossário especializado, que deverá ser lançado em um segundo momento. VÍDEOS: Tudo sobre o RS
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