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A Procuradora-Geral Pam Bondi foi destituída de seu cargo pelo presidente Donald Trump, que nomeou o vice-procurador-geral Todd Blanche como Procurador-Geral interino até a escolha de um novo substituto. A mudança foi anunciada por Trump na quinta-feira, 2 de abril. Em uma postagem no Truth Social, Trump se despediu de Bondi, elogiando seu patriotismo e dedicação. "Pam Bondi é uma grande patriota americana e uma amiga leal, que serviu fielmente como minha Procuradora-Geral durante o último ano. Nós amamos Pam, e ela fará a transição para um novo emprego muito necessário e importante no setor privado, cuja data será anunciada em breve", escreveu Trump. De acordo com a Fox News, Bondi foi informada de sua demissão antes do pronunciamento de Trump à nação na quarta-feira, 1º de abril. Naquele momento, ela já estava a caminho da Flórida. Horas antes, ela e Trump haviam visitado a Suprema Corte para acompanhar os argumentos orais sobre o caso de cidadania por nascimento. Revistas Newsletter A saída de Bondi acontece após meses de críticas sobre a maneira como o governo Trump lidou com os arquivos de Epstein. Estes arquivos, que contêm provas significativas no caso do tráfico de menores de Jeffrey Epstein, tornaram-se um tema controverso e central nas discussões da campanha presidencial de 2024. Fontes indicam que Trump também estava insatisfeito com Bondi por não ter avançado com mais investigações contra seus adversários políticos. A Procuradora-Geral Pam Bondi discursa ao lado do Presidente Donald Trump na Casa Branca em 27 de junho de 2025 GettyImages Pouco antes do anúncio de sua demissão, Trump havia negado rumores de que planejava substituir Bondi, afirmando à CNN: "A procuradora-geral Pam Bondi é uma pessoa maravilhosa e está fazendo um bom trabalho." Após ingressarem no governo Trump, Bondi e o diretor do FBI, Kash Patel, prometeram divulgar mais documentos relacionados ao caso Epstein, mas a liberação foi gradual e muitas vezes com censuras significativas. No Congresso, alguns representantes, como o deputado Jamie Raskin, expressaram frustração com o acesso restrito aos documentos, apontando que os materiais estavam sendo retidos para proteger figuras públicas envolvidas no caso. Raskin, em depoimento no Comitê Judiciário da Câmara, comentou que o Departamento de Justiça deveria ter divulgado os arquivos de forma mais rápida, em vez de retê-los. "O Departamento de Justiça recebeu ordens do Congresso para divulgar todo o dossiê Epstein. Eles divulgaram 3,5 milhões de documentos e retiveram outros 3 milhões", explicou. A falta de transparência também gerou críticas internas. A chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, uma das aliadas de Bondi, criticou sua abordagem na manipulação das evidências de Epstein, alegando que ela havia ignorado o que realmente importava para a investigação. Além disso, Bondi enfrentou críticas sobre sua gestão de outros assuntos, como os tiroteios em Minneapolis e a contratação de um perdoador de participantes dos tumultos no Capitólio de 6 de janeiro. Sua postura combativa e seus insultos contra membros do Congresso durante depoimentos também marcaram seu período no cargo. Em fevereiro, ela foi alvo de uma investigação no Comitê de Supervisão da Câmara, com a intenção de obrigá-la a depor sobre o tratamento dos arquivos de Epstein. A votação, que contou com o apoio de republicanos e democratas, levantou a pressão sobre o governo para maior clareza e ação sobre o caso. Essa série de controvérsias culminou na decisão de Trump de remover Pam Bondi de seu cargo de Procuradora-Geral. Canal da Vogue Quer saber as principais novidades sobre moda, beleza, cultura e lifestyle? Siga o novo canal da Vogue no WhatsApp e receba tudo em primeira mão!
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