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Preço da gasolina em Manaus: valor subiu duas vezes em 15 dias e pesa no bolso Após a redução anunciada no fim de março, a Refinaria da Amazônia (Ream) voltou a aumentar o preço do litro da gasolina vendido às distribuidoras no Amazonas. O novo valor passa a valer nesta sexta-feira (3) e chega a R$ 4,17 por litro, um aumento de R$ 0,21 em comparação ao valor anterior, segundo dados disponibilizados no site da refinaria. De acordo com os dados divulgados nesta quinta-feira (2), o litro da gasolina na modalidade EXA (Entrega a Serviço da Compradora) subiu de R$ 3,96 para R$ 4,17. Já na modalidade LPA (Livre para o Armazém), o valor passou de R$ 3,97 para R$ 4,17. As duas formas de comercialização diferem pela responsabilidade no transporte do combustível. No modelo EXA, a distribuidora é responsável pela retirada do produto, assumindo custos e riscos. Já no modelo LPA, a entrega é feita pela refinaria, com o frete incluído no preço. Participe do canal do g1 AM no WhatsApp O aumento ocorre menos de dez dias após a queda de R$ 0,35 no valor do combustível, anunciada em 25 de março, quando os preços recuaram de R$ 4,32 para R$ 3,96 (EXA) e R$ 3,97 (LPA). Sequência de reajustes Com a nova alta, o preço da gasolina vendida à distribuidoras volta ao patamar acima dos R$ 4,00, após oscilações registradas ao longo de março. Este é o sexto reajuste seguido praticado pela Ream em 2026, marcado por sucessivas altas e quedas em curto intervalo de tempo. Veja o gráfico abaixo: A variação nos preços nas refinarias costuma impactar diretamente o valor final ao consumidor, podendo resultar em aumento nas bombas dos postos de combustíveis nos próximos dias. Aumento no preço do diesel Além da gasolina, a tabela mais recente da Ream também aponta aumento no preço do diesel vendido às distribuidoras em Manaus. Os dados indicam que o valor do combustível teve alta ao longo de março, saindo de R$ 5,09 no dia 6 para R$ 5,69 em 13 de março, o maior valor cobrado no ano, até então. A atualização mais recente, de 3 de abril, mantém o diesel em patamar elevado, consolidando a tendência de alta no período, com o valor de venda a R$ 6,60. Para tentar reduzir o impacto ao consumidor, o Amazonas e outros 20 estados já indicaram adesão à proposta do governo federal que prevê uma subvenção (subsídio) a importadores de diesel para conter a alta do preço do combustível no país, segundo levantamento do g1. Pela proposta apresentada aos governadores, o governo federal pretende conceder uma subvenção aos importadores de diesel. O benefício seria de R$ 1,20 por litro até o fim de maio, dividido igualmente entre União e estados, com R$ 0,60 para cada parte. O acordo teria validade de dois meses e, nesse período, a perda estimada de arrecadação para os estados é de cerca de R$ 1,5 bilhão. A compensação será feita por meio da retenção de parte do Fundo de Participação dos Estados (FPE) de cada unidade da federação. Nesse modelo, os estados não precisariam zerar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) — diferentemente da proposta inicial, que previa a redução do imposto sobre o diesel. Aumento em postos de Manaus Pela segunda vez em menos de um mês, o preço do litro do combustível aumentou e passou de R$ 7,29 para R$ 7,59 nos principais postos da capital amazonense. A mudança começou a ser percebida desde 22 de março. Além da gasolina comum, a versão aditivada do combustível também teve aumento, saindo de R$ 7,49 para R$ 7,79. A mudança surpreendeu motoristas pela falta de aviso prévio e pelo curto intervalo entre os aumentos. Até 6 de março, o litro da gasolina comum em Manaus era vendida para o consumidor final a R$ 6,99. No dia 7 de março, houve o primeiro aumento, também de R$ 0,30. O valor mantido por apenas 15 dias, até o aumento mais recente. Gasolina em Manaus é a terceira mais cara entre as capitais Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que o preço médio da gasolina em Manaus já vinha em alta desde o início de 2026. Na primeira semana de janeiro, o preço médio do litro chegou a R$ 6,98, segundo levantamento da ANP. No ranking nacional daquele período, Rio Branco, no Acre, liderava com gasolina a R$ 7,24, seguida por Porto Velho, em Rondônia, com R$ 7,09. Manaus aparecia em terceiro lugar, com média de R$ 6,98 por litro. A capital amazonense também registrava um dos etanóis mais caros do país, com média de R$ 5,49, empatada com Porto Velho. Especialistas apontam que fatores como custos logísticos na região, preços nas refinarias e impostos estaduais, como o ICMS, ajudam a explicar os valores mais altos na região Norte. Uma gota de gasolina cai do bico de uma bomba de combustível em um posto de gasolina em Vélizy-Villacoublay, perto de Paris. Alain Jocard/AFP
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