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Advogado de Heleno que pediu para jantar durante julgamento lança candidatura para deputado federal | Collector
Advogado de Heleno que pediu para jantar durante julgamento lança candidatura para deputado federal
Jornal O Globo

Advogado de Heleno que pediu para jantar durante julgamento lança candidatura para deputado federal

O advogado Matheus Mayer Milanez, que defendeu o general Augusto Heleno no julgamento da trama golpista no Supremo Tribunal Federal (STF), em setembro de 2025, anunciou nesta quarta-feira sua pré-candidatura a deputado federal pelo Distrito Federal. A decisão foi publicada no perfil do presidente do partido regional Joaquim Mauro, junto com o uma foto da filiação do defensor na legenda. Milanez ganhou destaque durante as sessões no STF após pedir para o ministro Alexandre de Moraes para adiar os depoimentos dos réus porque precisava de mais tempo para jantar. Em seu pleito, o advogado pediu a postergação do início da audiência das 9h para as 10h, argumentando ainda que estava com fome por não ter tido tempo de almoçar. Em resposta, Moraes disse "imagine eu" e falou que ele teria tempo para tomar "um belo brunch" assim que os interrogatórios terminasse. Com a repercussão da fala, Milanez fez um post nos stories do Instagram horas depois, avisando que havia chegado em casa e iria se preparar para jantar. No segundo dia do julgamento do ex-presidente , Matheus Milanez chamou atenção a atenção novamente, dessa vez por recorrer a uma expressão típica de Minas Gerais: “toró de parpite”. A fala aconteceu quando ele comentava a reunião ministerial apresentada pela acusação como prova de que Bolsonaro e seus auxiliares teriam discutido medidas para questionar o resultado das eleições de 2022 e organizar os atos golpistas de 8 de janeiro. No início de 2025, durante a análise da denúncia contra os réus pela Primeira Turma do STF, ele também usou a expressão “terraplanismo argumentativo” em defesa de seu cliente. — Ainda sobre a agenda [atribuída a Heleno na denúncia], a própria Procuradoria-Geral da República cita anotações variadas, ou seja, um apunhado de ideais, mas que sobre elas constrói seu entendimento. Com isso, eu recordo muito de uma série que está passando em um grande streaming em que cientistas querem chegar a uma conclusão e eles vão construindo provas para chegar nisso. O objetivo é provar que a terra é plana e eles vão fazendo inúmeros estudos para se provar isso. Está sendo assim no presente caso, por isso falamos em terraplanismo argumentativo — disse Milanez na ocasião. O argumento já havia sido usado pela defesa de Heleno na apresentação da resposta ao Supremo no início do mês de março. Isso porque, segundo Milanez, na denúncia, a PGR usou como prova uma agenda encontrada pela Polícia Federal na casa do general, onde havia "diretrizes" sobre como "disseminar ataques ao sistema eleitoral". No material, com uma logomarca de um banco público, Heleno alertava para a necessidade de “estabelecer um discurso sobre urnas eletrônicas e votações”. Ativo nas redes sociais, ele se descreve em seu perfil no Instagram como professor e mestrando em Direito pela UnB e presidente da Comissão de Direito Militar da Ordem dos Advogados (OAB) do Distrito Federal. Em um post recente, ele disse ter "honra de ser advogado" e relatou que tem como amuleto um anel dourado herdado do pai. "Um lembrete diário de que estou aqui para defender histórias, acreditar naqueles que ninguém mais acredita", escreveu na legenda.

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