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'Eles tratam os argentinos mal', diz advogada acusada de racismo no Rio ao chegar em Buenos Aires | Collector
'Eles tratam os argentinos mal', diz advogada acusada de racismo no Rio ao chegar em Buenos Aires
Jornal O Globo

'Eles tratam os argentinos mal', diz advogada acusada de racismo no Rio ao chegar em Buenos Aires

Abordada por jornalistas na saída do Aeroparque Regional Jorge Newbery, em Buenos Aires, ao desembarcar do voo que a trazia do Brasil, a advogada argentina Agostina Páez — filmada fazendo gestos racistas, imitando um macaco, num bar em Ipanema em janeiro deste ano — disse que se sentiu "desamparada" durante o período em que esteve no Brasil. Foram dois meses em que ela ficou no país com monitoramento eletrônico, já que respondia a processo por injúria racial na Justiça fluminense. Ao ser perguntada sobre que recomendações daria a seus compatriotas que estão plenajando visitar o Brasil Agostina recomendou que se informe sobre as leis do país e disse que o tratamebnto dispensado aos argentinos não é dos melhores. — Que (os turistas argentinos) conhençam o contexto das leis. embora eu goste do povo brasileiro, passei por uma situação desaradável. Não significa que ele ssejam maus, mas acontecem muitas coisas más no Brasil. E a nós argentinos eles tratram mal isso sim é certo. É preciso ter cuidado — respondeu a advogada. Nas redes sociais, perfis brasileiros criticaram a fala: "NÃO APRENDEU NADA", escreveu uma conta no X. A viagem da advogada de volta a seu país volta só foi possível porque a tornozeleira eletrônica que ela usava foi retirada no dia anterior, após pagamento de fiança de R$ 97,2 mil. Na chegada ao Aeroporto Jorge Newbery, em Buenos Aires, a mulher disse que estava "ansiosa para chegar" e classificou seu retorno à Argentina como algo "incrível", depois se se tornar a "inimiga pública número 1" no Brasil. Caso Agostina Páez: após pagar fiança de R$ 97 mil, argentina acusada de injúria racial tem tornozeleira retirada no Rio 'Perdoei, mas não gostaria que ficasse impune', diz vítima de injúria racial praticada por turista argentina — Me arrependo de ter reagido mal. Apesar do contexto e de tudo, me arrependo de ter reagido dessa forma — afirmou Agostina ao jornal La Nacion, ao desembarcar em Buenos Aires. — Quero chegar à minha província, Santiago del Estero, reencontrar minha família, meus amigos, e nada mais. A viagem foi acompanhada pelo pai de Agostina, Mariano Páez, e por dois advogados, o argentino Sebastián Robles e a brasileira Carla Junqueira. A turista argentina Agostina Paez na delegacia, quando foi presa pela Polícia Civil do Rio, em fevereiro de 2026 Domingos Peixoto / Agência O Globo 'Corredor de assédio': abordagens insistentes e até com xingamentos assustam passageiros que desembarcam no Aeroporto do Galeão Reviravolta no caso Agostina Páez usava a tornozeleira eletrônica desde 21 de janeiro, quando passou a responder a processo por injúria racial no Brasil. Na ocasião, ela havia começado a ser investigada após imitar um macaco na frente de um bar em Ipanema, em gestos direcionados a funcionários do estabelecimento. O caso ganhou repercussão, à época. Turista argentina é acusada de gestos racistas em bar da zona Sul do Rio Em fevereiro, a Polícia Civil do Rio chegou a prender a estrangeira em um apartamento alugado em Vargem Pequena, na Zona Sudoeste carioca, mas o mandado de prisão foi revogado pela Justiça fluminense horas depois. Ex-presidente da Alerj: Uso de carro blindado na transferência de Bacellar provoca queda de coordenador e levanta suspeitas de interferência No início desta semana, na segunda-feira, o caso teve uma reviravolta: o juiz Luciano Barreto Silva, do Tribunal de Justiça do Rio, concedeu habeas corpus à argentina e criticou a manutenção das medidas cautelares pela primeira instância, mesmo com o avanço do processo. A decisão foi interpretada como um revés ao juízo original e obrigou a revisão das restrições impostas. O magistrado determinou ainda o pagamento de 60 salários mínimos, além da remoção da tornozeleira (retirada na terça-feira) e comunicação à Polícia Federal, para que a ré fosse autorizada a deixar o país, como acabou acontecendo. No último dia 24, uma audiência de instrução e julgamento foi realizada na 37ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio, com presença da argentina acusada e de três pessoas ofendidas por ela.

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