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Donald Trump mostra imagens do projeto do salão de baile da Casa Branca, a bordo do Força Aérea Um, em 29 de março de 2026 Elizabeth Frantz/Reuters O salão de baile da Casa Branca, cuja obra foi encomendada pelo presidente Donald Trump, recebeu nesta quinta-feira (2) a aprovação final de uma comissão federal de urbanismo. A obra, porém, ainda está cercada de incertezas, após uma ordem judicial emitida nesta semana. A Comissão Nacional de Planejamento da Capital (NCPC, sigla em inglês), que tem vários indicados pelo governo Trump em seu conselho, aprovou o projeto por 8 votos a 1. O objetivo é construir um salão de baile na Ala Leste da Casa Branca, que antes abrigava os escritórios da primeira-dama. A aprovação não significa que as obras vão poder continuar sem fiscalização. Um juiz federal determinou nesta semana a suspensão da reforma, alegando necessidade de aprovação do Congresso. "Essa ordem judicial realmente não afeta hoje nossa decisão. Fomos incumbidos de analisar o projeto, e este é realmente o nosso trabalho hoje", disse antes da votação Will Scharf, presidente da comissão e aliado político de Trump. Homem observa projeto atualizado para o novo salão de baile de US$ 400 milhões da Casa Branca, antes da votação da proposta pela Comissão Nacional de Planejamento da Capital, em 2 de abril de 2026, em Washington, D.C. AL DRAGO / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP A aprovação, que não tem impacto direto no desfecho do impasse, contrasta com as críticas ao projeto feitas por arquitetos e especialistas em patrimônio. Scharf destacou que o juiz decretou um adiamento por duas semanas da ordem de paralisação das obras, para permitir que o governo Trump recorra da decisão. O presidente americano disse que queria deixar como herança para a Casa Branca um salão de baile que pudesse receber no mínimo 1.000 pessoas e substituísse os toldos que são instalados provisoriamente no jardim da residência em recepções de gala. Trump alega que o custo do salão, estimado em US$ 400 milhões (cerca de R$ 2 bilhões), é bancado por doadores privados, entre eles alguns de seus apoiadores e empresas.
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