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Esqueçam a democracia, diz líder militar de Burkina Faso
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Esqueçam a democracia, diz líder militar de Burkina Faso

O líder militar de Burkina Faso, Ibrahim Traore, em 8 de maio de 2025. Alexander Kryazhev/Agência anfitriã RIA Novosti via REUTERS O líder militar de Burkina Faso, que tomou o poder em um golpe em setembro de 2022, disse a jornalistas que “as pessoas precisam esquecer a democracia” e que “a democracia mata”, no mais recente sinal de que pretende governar por um longo período. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O capitão Ibrahim Traoré havia se comprometido a organizar eleições em 2024 quando assumiu o poder do país. Porém, um ano após o golpe, ele afirmou que não haverá eleições até que o país —que há mais de uma década enfrenta dificuldades para conter milícias ligadas à Al-Qaeda e ao Estado Islâmico— esteja seguro o suficiente para que todos possam votar. Questionado sobre eleições durante uma mesa-redonda com jornalistas exibida na TV estatal na noite de quinta-feira (2), Traoré disse que seu governo está focado em outros desafios. “As pessoas precisam esquecer a questão da democracia”, disse. “Temos que dizer a verdade: a democracia não é para nós”. Invocando o exemplo da Líbia, onde, segundo ele, atores externos tentaram “impor a democracia”, acrescentou que “a democracia mata”. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O governo de Traoré dissolveu todos os partidos políticos em janeiro, após já ter suspendido atividades políticas anteriormente. Antes do golpe, o país tinha mais de 100 partidos registrados, com 15 representados no parlamento após as eleições gerais de 2020. Os vizinhos Mali e Níger, também governados por militares que chegaram ao poder por golpes, adotaram medidas semelhantes, dissolvendo partidos políticos. As insurgências islamistas nos três países já mataram milhares de pessoas e deslocaram milhões ao longo da última década. Mais cedo, na quinta-feira, a Human Rights Watch publicou um relatório indicando que as forças militares de Burkina Faso e seus aliados mataram mais que o dobro de civis em comparação aos militantes islamistas desde 2023. O governo não respondeu aos pedidos de comentário da Reuters sobre o relatório.

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