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Após 12 dias de tentativas de resgate, baleia jubarte segue encalhada na Alemanha; autoridades já se preparam para morte | Collector
Após 12 dias de tentativas de resgate, baleia jubarte segue encalhada na Alemanha; autoridades já se preparam para morte
Jornal O Globo

Após 12 dias de tentativas de resgate, baleia jubarte segue encalhada na Alemanha; autoridades já se preparam para morte

A baleia jubarte que mobiliza autoridades no norte da Alemanha permanece praticamente imóvel nesta sexta-feira (3), após mais de dez dias de tentativas de resgate no Mar Báltico. Segundo a cobertura ao vivo da emissora alemã NDR, o animal segue encalhado em águas rasas próximas à ilha de Poel, na região de Wismar, sem sinais claros de recuperação. Veja vídeo: Autoridades mobilizam força-tarefa de escavadeiras para resgatar baleia-jubarte encalhada na Alemanha Uma semana encalhada: baleia jubarte segue em estado crítico na Alemanha e apresenta sinais de vida cada vez mais reduzidos De acordo com as informações, a baleia está há quatro dias no mesmo ponto, com parte do dorso exposta acima da linha d’água. Diante da situação, o ministro do Meio Ambiente de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, Till Backhaus, determinou que bombeiros utilizassem mangueiras para manter o corpo do animal úmido. Assista: ONG diz que esperanças para baleia jubarte encalhada na costa alemã estão diminuindo Resgate suspenso e cenário irreversível Ainda segundo a NDR, as autoridades decidiram interromper definitivamente as tentativas de resgate, após avaliação de especialistas do Museu Oceanográfico Alemão e de organizações ambientais. O entendimento é que novas intervenções poderiam aumentar o sofrimento do animal, cujo estado já é considerado crítico. O secretário de Estado do Meio Ambiente da Alemanha, Jochen Flasbarth, afirmou que, apesar do desfecho desfavorável, a decisão de suspender as ações foi a mais adequada. “Agora ele deve ser deixado em paz”, declarou, conforme a emissora. Especialistas ressaltam que não é possível determinar com precisão o tempo de sobrevivência da baleia, já que exames diretos não podem ser realizados. Há suspeitas de infecção ou danos internos, mas o diagnóstico permanece incerto. Preparação para análise após a morte Com a piora do quadro, autoridades e cientistas já se preparam para a remoção e estudo do animal após a morte. Segundo a NDR, a carcaça deverá ser levada para Stralsund, onde será submetida a autópsia pelo Museu Oceanográfico Alemão, com apoio de especialistas independentes. O transporte, no entanto, apresenta desafios logísticos devido ao peso do animal e às condições do local, com presença de lama no fundo do mar. Uma das possibilidades é o uso de embarcações com guindaste para içamento. O esqueleto da baleia já foi oferecido à Universidade de Rostock para fins científicos e educativos. A análise do caso é considerada relevante para ampliar o conhecimento sobre encalhes e ameaças a mamíferos marinhos. Repercussão, protestos e medidas de segurança A situação tem gerado forte comoção pública na Alemanha. Segundo a NDR, cerca de 40 pessoas chegaram a se manifestar na ilha de Poel pedindo novas tentativas de resgate. Ao mesmo tempo, autoridades relataram aumento de ataques e ameaças contra integrantes da operação, incluindo mensagens nas redes sociais. Uma zona de exclusão de 500 metros foi estabelecida ao redor da baleia para evitar interferências, e a polícia monitora o cumprimento da medida. O que se sabe até agora: perguntas e respostas A baleia jubarte não é uma espécie típica do Mar Báltico, ambiente considerado inadequado devido à baixa salinidade, menor oferta de alimento e ausência de outros indivíduos da mesma espécie. Esses fatores podem comprometer sua orientação e saúde. Especialistas apontam que o animal provavelmente se perdeu ao seguir cardumes de peixes ou por desorientação causada por ruídos subaquáticos. Há indícios de que tenha se envolvido com redes ou cordas, o que pode ter agravado seu estado. Desde o início de março, a baleia foi avistada em diferentes pontos da costa alemã, encalhando pela primeira vez em 23 de março, próximo a Niendorf. Após conseguir se libertar com ajuda de equipes de resgate, voltou a encalhar sucessivas vezes, até ficar presa na região de Poel, onde permanece. Mesmo sendo capaz de sobreviver semanas sem se alimentar, graças às reservas de gordura, o animal apresenta sinais claros de debilidade. O fato de ter encalhado repetidamente ao longo dos últimos dias reforça a avaliação de que seu estado é irreversível. Neste momento, segundo a cobertura da NDR, a expectativa é de um desfecho iminente, enquanto equipes mantêm apenas monitoramento à distância, sem novas intervenções.

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