Collector
Novas filiações ameaçam ampliar divisão na direita para eleição em Minas | Collector
Novas filiações ameaçam ampliar divisão na direita para eleição em Minas
Jornal de Brasília

Novas filiações ameaçam ampliar divisão na direita para eleição em Minas

ARTUR BÚRIGO BELO HORIZONTE, MG (FOLHAPRESS) A seis meses da eleição, a disputa pelo Governo de Minas Gerais tem uma direita fragmentada, com ao menos três possíveis candidatos ao Palácio Tiradentes. A chance de unificação desse grupo, que já era considerada pequena, diminuiu ainda mais com as filiações formalizadas nesta semana. A janela da legislação eleitoral para troca de partidos termina nesta sexta (3). O vice-governador Mateus Simões (PSD), que assumiu a gestão estadual com a renúncia de Romeu Zema (Novo), é hoje o nome mais consolidado para estar nas urnas em 4 de outubro. Já o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que lidera pesquisas de intenção de voto, afirma que tem até o início de agosto -prazo final das convenções partidárias-- para decidir se será candidato. Um terceiro nome ganhou força nesta semana: Flávio Roscoe, ex-presidente da Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais), acertou a ida ao PL. A eventual candidatura do empresário é vista internamente como uma forma de garantir palanque a Flávio Bolsonaro (PL) em Minas caso a sigla não feche alianças com outras chapas. O nome de Roscoe apareceu em uma anotação feita pelo pré-candidato à Presidência durante uma reunião em fevereiro. O movimento do PL ocorre em meio à indefinição de Cleitinho e ao compromisso de Simões de apoiar Zema, seu aliado, na corrida presidencial. Roscoe anunciou na quarta-feira (1º) a renúncia à presidência da Fiemg, um dia após se filiar ao PL, mas evitou confirmar que vai concorrer e negou ter estabelecido um prazo com o partido para que sua pré-candidatura deslanche. "O diálogo não foi esse. Eu me filiei e coloquei o nome à disposição. Eles entendem que eu seria um ótimo nome para liderar a chapa de governo ou fazer uma composição", afirmou. A movimentação do PL foi interpretada por Simões como resistência a uma aliança. Em resposta, o vice-governador articulou a filiação do senador Carlos Viana ao PSD. Presidente da CPI do INSS, Viana deixou o Podemos e deve disputar a reeleição ao Senado na chapa de Simões, ocupando uma vaga que vinha sendo negociada com o PL. O presidente do PSD, Gilberto Kassab, também buscou afastar a candidatura de Simões do PL, apesar dos sinais que vinham sendo emitidos pelo governador ao partido. "O nosso caminho é eleger Mateus Simões. Não é caminhar nem com bolsonarismo nem com petismo. Queremos uma alternativa para Minas e para o Brasil", disse. A entrada de Viana, porém, gerou desconforto entre articuladores da candidatura de Simões. Marcelo Aro (PP), que foi secretário dos governos Zema e Simões e também é pré-candidato ao Senado na chapa, criticou a aliança. Aro tem como desejo ir para a disputa em outubro acompanhado do deputado federal Domingos Sávio, principal nome do PL mineiro para concorrer ao Senado. Viana, por sua vez, minimizou o impasse e reafirmou a intenção de disputar a reeleição. "Não estamos em momento de buscarmos divisões dentro de um grupo que vai ganhar essa eleição", disse. Enquanto a direita amplia suas incertezas, a esquerda vê crescer a possibilidade de candidatura do senador Rodrigo Pacheco ao Governo de Minas. Ele se filiou ao PSB na quarta-feira, mas evitou confirmar que estará na disputa. Segundo aliados, Pacheco não tem pressa e pretende primeiro mapear apoios políticos de outros partidos em Minas. Hoje, o PSB não é considerado entre os partidos com maior presença no estado, possuindo 22 prefeitos, dois deputados estaduais e nenhum federal.

Go to News Site