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Jovem paraplégica recebe injeção de polilaminina no HGP A jovem Sindy Mirela Santos Silva, de 21 anos, recebeu um tratamento experimental inédito no Tocantins para tentar recuperar movimentos perdidos após uma lesão na medula. O procedimento foi realizado nesta quinta-feira (2), no Hospital Geral de Palmas (HGP), com a aplicação de uma substância chamada polilaminina – veja mais sobre o procedimento abaixo. A aplicação traz esperança para a família após meses de incerteza. Sindy ficou paraplégica em janeiro deste ano, após um grave acidente de carro. Emocionada, ela conta que o procedimento pode abrir portas para outras pessoas. "Para mim, foi como estar me afogando e passar um navio para me tirar de lá, porque a gente tem muita expectativa. Meu sentimento hoje é de gratidão, primeiramente, a Deus. Ser a primeira do Tocantins, eu acredito, vai abrir portas para que outras pessoas também tenham acesso", afirma a jovem. Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Ledjane Bezerra da Silva, mãe, ao lado da filha Sindy, no HGP Bruno Lacerda - Governo do Estado LEIA TAMBÉM Antes da aprovação conjunta em medicina, filha ficou apreensiva e questionou: 'E se minha mãe passar e eu não?' Enfermeira e sexóloga: conheça professora que se desdobrou nas aulas para cuidar da filha de aluna Duas pessoas desaparecem após embarcação afundar em rio do Tocantins Entenda como funciona A substância foi injetada diretamente no local da lesão, no setor de hemodinâmica do HGP. Para garantir precisão, os médicos utilizaram tecnologias de imagem, como o raio-X. Segundo o neurocirurgião responsável, Luiz Felipe Lobo Ferreira, o método é simples e pouco agressivo para o paciente. "A aplicação é feita com a paciente de lado, com sedação leve e sem necessidade de cortes. Utilizamos uma injeção diretamente na coluna, guiada por imagem, para alcançar exatamente a área da lesão na medula", detalha o médico. O médico Arthur Luiz Freitas Forte integra a equipe da pesquisadora Tatiana Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), criadora da substância. Ele explica que a polilaminina serve para proteger e recuperar os tecidos da medula. "O que conseguimos foi transformar essa proteína em uma forma estável, que pode atuar na regeneração dos neurônios lesionados e também proteger as células que ainda estão viáveis. A expectativa não é falar em cura, mas em melhora da qualidade de vida, com possíveis ganhos de movimento, controle corporal e independência", detalha Forte. Saiba mais sobre a pesquisa A polilaminina é uma versão sintética da laminina, uma proteína que o corpo humano já produz para organizar o sistema nervoso. O estudo teve início há quase 30 anos na UFRJ. A substância ajuda a recuperar os axônios, que funcionam como uma "ponte" para transmitir informações entre os neurônios. Polilaminina: a esperança no centro de uma corrida na Justiça Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.
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