Jornal O Globo
Uma das tradições mais importantes para o catolicismo é a abstinência de carne vermelha em dias de penitência, como a Sexta-Feira Santa, que no ano de 2026 caiu no dia 3 de abril. O dia marca a Paixão de Cristo, quando Jesus foi morto na Cruz, dois dias antes do Domingo de Páscoa. O peixe, considerado um alimento mais simples e humilde do que a carne vermelha, é a tradicional opção para os fiéis na Semana Santa. Entenda: Por que a Igreja Católica não recomenda confissões, batismos ou casamentos no Sábado Santo? Mesmo assim, muitos católicos acabam comendo carne vermelha ou frango neste dia, por diferentes motivos. Se a ingestão foi deliberada, isso é considerado pecado mortal, e a orientação ao fiel é de que se confesse a um padre. O Igreja libera da abstinência aqueles que não podem deixar de consumir a carne por questões de saúde, grávidas, quem desenvolve árduo trabalho braçal ou pessoas carentes que recebem carnes como doação. Para estes ou para quem esqueceu-se da data e comeu carne, a Igreja Católica oferece alternativas. O Canon 1252 do Código de Direito Canônico, promulgado pelo Papa João Paulo II em 1983, determina a prática para os católicos: "Estão obrigados à lei da abstinência os que completaram catorze anos de idade; à lei do jejum estão sujeitos todos os maiores de idade até terem começado os sessenta anos. Todavia os pastores de almas e os pais procurem que, mesmo aqueles que, por motivo de idade menor não estão obrigados à lei da abstinência e do jejum, sejam formados no sentido genuíno da penitência", diz o artigo. O que faz quem comeu carne na Sexta-Feira Santa? A caridade aparece como alternativa para quem comeu carne na Sexta-Feira da Paixão, como aponta o Canon 1253, que sucede o da abstinência. "A Conferência episcopal pode determinar mais pormenorizadamente a observância do jejum e da abstinência, e bem assim substituir outras formas de penitência, sobretudo obras de caridade e exercícios de piedade, no todo ou em parte, pela abstinência ou jejum", determina.
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