Jornal O Globo
A partida entre Santos e Remo, na noite da última quinta-feira (2) pelo Campeonato Brasileiro, teve desdobramentos até depois do apito final. Neymar, que saiu de campo depois de duas assistências no jogo que acabou com vitória por 2 a 0 para o time da Baixada Santista, deu uma declaração considerada machista em entrevista ainda no estádio. Ele queria criticar o árbitro Sávio Pereira Sampaio, que lhe aplicará o terceiro cartão amarelo, tirando-o assim do jogo contra o Flamengo, na próxima rodada. De olho na Copa do Mundo: Alisson se pronuncia sobre lesão e perspectiva de retorno Com base em histórico: Flamengo pune Pulgar por expulsão na derrota para Bragantino — Sávio é assim, acordou meio de ‘Chico’ — afirmou, usando uma expressão popular considerada machista e ultrapassada que representa um eufemismo para dizer que uma mulher está menstruada. A declaração não repercutiu nada bem e foi abordada até por veículos de notícia estrangeiros. Mas o atleta também pode sofrer consequências práticas. Segundo o Código Brasileiro de Justiça Desportiva, ele pode pegar até dez jogos de suspensão, às vésperas da convocação para a Copa do Mundo pelo técnico da seleção brasileira Carlo Ancelotti, marcada para o dia 18 de maio. Diz o Artigo 243-G: "Praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência". Se praticada pro atleta, suplente ou não, treinador, médico ou membro da comissão técnica, a pena de suspensão pode variar de cinco a dez partidas. Já se for outro membro submetido ao código, como torcedores, o afastamento é de 120 a 360 dias. Para os dois casos, além da suspensão, o acusado também pode pagar multa que tem um valor bem variável, de R$ 100 a R$ 100 mil. Se a infração for considerada de extrema gravidade, a pena ainda poderá subir, podendo chegar a perda de pontos, perda de mando de campo e até exclusão de campeonato ou torneio.
Go to News Site