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Bombardeiro B-52 operando na década de 1960 Força Aérea dos EUA O mundo presenciou um verdadeiro "desfile" de armamentos modernos e destrutivos na guerra de EUA e Israel contra o Irã. Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Diversos países foram envolvidos no conflito, como Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Kuwait, Omã — praticamente toda a região foi impactada. Nesse cenário, diferentes tecnologias militares ganharam protagonismo no campo de batalha. Nesta reportagem você confere algumas das principais armas utilizadas até agora: GBU-72: a superbomba lançada pelos EUA B-52: o bombardeiro do juízo final Os mísseis de fragmentação do Irã Shahed-136: o drone iraniano barato e mortal O que são mísseis de fragmentação, que Israel acusa o Irã de usar na guerra GBU-72: a superbomba lançada pelos EUA Conhecida como "bomba antibunker", a GBU-72 pesa 2.300 kg e só explode quando alcança o alvo. Os militares norte-americanos a usaram para atingir instalações subterrâneas que abrigavam mísseis de cruzeiro antinavio iranianos. Esse tipo de armamento é projetado para atingir estruturas altamente reforçadas, como instalações militares protegidas e bunkers subterrâneos, capazes de resistir a explosões convencionais. Ao ser lançada, ela penetra no solo, sendo capaz de atravessar camadas espessas de concreto e alcançar locais subterrâneos antes de detonar. Ao explodir já abaixo da superfície, esse tipo de armamento tende a concentrar o impacto no alvo, reduzindo danos ao redor e ampliando a capacidade de destruição em profundidade. Para além da alta letalidade, a bomba é também mais precisa por utilizar um kit de orientação conhecido como Joint Direct Attack Munition (JDAM), que basicamente converte bombas não guiadas em munições guiadas de precisão para todos os climas, com o uso de um receptor GPS. GBU-72, a superbomba lançada pelos EUA Reprodução/Wikimedia Commons B-52: o bombardeiro do juízo final Um dos últimos a entrar no conflito e o menos moderno da lista, o bombardeiro B-52 tem capacidade para transportar até 32 toneladas de armamentos, incluindo bombas, minas e mísseis, além de poder carregar ogivas nucleares. O B-52 é um modelo fabricado pela Boeing e pode voar por mais de 14 mil quilômetros sem reabastecer. Ao menos 744 unidades foram produzidas, e a última foi entregue em outubro de 1962. O modelo foi projetado para transportar armamento nuclear e se tornou um ativo importante dos Estados Unidos durante a Guerra Fria, sendo visto como o “bombardeiro do juízo final”. A entrada da aeronave na guerra indicou que as defesas aéreas do Irã já estavam bem enfraquecidas, já que ele não é tão ágil quanto caças e fica mais vulnerável a sistemas antiaéreos. Veja ficha técnica do bombardeiro B-52 da Força Aérea dos Estados Unidos. Equipe de arte/g1 Os mísseis de fragmentação do Irã Utilizadas pelos iranianos em ataques a Israel, as munições de fragmentação — também conhecidas como "cluster munition" — são armamentos projetados para se abrir no ar e liberar várias submunições sobre um território extenso. Essas pequenas bombas têm como alvo principal áreas amplas, podendo atingir simultaneamente soldados, veículos e infraestruturas. De acordo com o Comitê Internacional da Cruz Vermelha, elas foram usadas pela primeira vez durante a Segunda Guerra Mundial. Quando disparadas, muitas submunições podem não explodir no momento do impacto e permanecem ativas no solo — funcionando como minas terrestres, o que significa que elas podem ferir ou matar anos após o fim dos conflitos. EUA anunciam o envio de bombas de fragmentação, capazes de grande destruição, para a Ucrânia Jornal Nacional/ Reprodução Míssil de fragmentação iraniano explode sobre Israel em 5 de março de 2026 Dylan Martinez/Reuters Shahed-136: o drone iraniano barato e mortal Um dos primeiros armamentos a serem utilizados nesta guerra, o Shahed-136 se consolidou como um dos principais trunfos do Irã por ser barato e de fácil produção — podendo atingir alvos rapidamente como data centers, infraestrutura energética, aeroportos e até bases navais. Em duas semanas de trocas de ataques, mais de mil aeronaves desse tipo já haviam sido lançadas pelo Irã. A estratégia aposta no volume, não na precisão: grandes enxames são disparados simultaneamente para saturar as defesas aéreas. Com apenas 3,5 metros de comprimento, eles podem ser lançados a partir de estruturas simples, montadas em poucas horas. O preço justifica a quantidade: Um drone Shahed custa entre US$ 20 mil e US$ 50 mil (R$ 100 mil a R$ 261 mil), segundo o Centro para Estudos Internacionais Estratégicos. O disparo de um único míssil de defesa aérea usado pelos EUA e aliados para derrubar os drones pode custar entre US$ 1,3 milhão e US$ 4 milhões (R$ 6,7 milhões a R$ 20,9 milhões). Cálculos da agência Reuters mostram que o custo de apenas um míssil de defesa Patriot seria suficiente para financiar ao menos 115 drones de ataque iranianos. Conheça o drone Shahed-136, utilizado pelo Irã para atacar Israel. Arte/g1
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