Revista Oeste
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) barrou a circulação de diversos produtos medicinais desprovidos de garantias biológicas, na quinta-feira 2. O órgão federal publicou resoluções no Diário Oficial da União ordenando o confisco imediato do autoinjetor de adrenalina Epipen e do chá misto Protocolo RMGI Polifenóis. A ofensiva sanitária visa impedir o consumo de substâncias que, segundo a autarquia, carecem de comprovação sobre sua origem, eficácia e segurança química. + Leia mais notícias de Saúde em Oeste O bloqueio contra o dispositivo de adrenalina estrangeiro ocorreu logo que a fiscalização detectou anúncios publicitários veiculados pela Farmácia Pague Menos. Em resposta, a rede farmacêutica alegou que não realiza a importação do item e, consequentemente, não efetua sua venda ao público. A agência, todavia, reiterou a proibição total de qualquer deslocamento oficial, depósito ou propaganda do fármaco, uma vez que ele opera no Brasil sem o devido registro legal. Interdição de base produtora em solo mineiro A vigilância sanitária estadual de Minas Gerais, em conjunto com técnicos federais, localizou uma unidade fabril clandestina na cidade de Arcos (MG). A inspeção comprovou que a empresa Equilibrium Marketing Ltda utilizava um galpão sem licenciamento sanitário para manufaturar o chá Protocolo RMGI Polifenóis. O produto recebia ampla divulgação digital, mas agora enfrenta o veto absoluto de fabricação, consumo e distribuição em todo o território nacional. https://www.youtube.com/watch?v=yO6FKiW1NMs A CapsExpressBRA, ligada ao segmento, manifestou-se por meio de redes sociais afirmando que ações fiscalizatórias do Ministério Público e da Anvisa impactam o setor de suplementos. A companhia defendeu sua trajetória de quase duas décadas e sustentou que episódios isolados não devem caracterizar toda a indústria de produtos naturais. Cerco contra remédios sem certificação A varredura da Anvisa também atingiu outras mercadorias que circulavam à margem das normas regulatórias. Os agentes determinaram o recolhimento do fitoterápico Extrato de Valeriana – Foglie Di Tè, produzido pela Aldeia Produtos Naturais, sob a justificativa de ausência de licença para operação. A medida protetiva busca evitar que fórmulas sem controle de qualidade cheguem às prateleiras. O pente-fino da agência identificou ainda irregularidades na Oncomed Distribuidora de Medicamentos e Importação Ltda. A empresa trazia ao país os comprimidos Lucielo 50 e as cápsulas Luciale 150mg sem a prévia anuência do governo brasileiro. Com a conclusão das diligências, a Anvisa reafirmou que a comercialização de itens clandestinos representa um risco severo à saúde pública, já que não há supervisão sobre o princípio ativo dessas drogas. Leia também: "Associação Brasil Parkinson exige mudanças no sistema de saúde" O post Anvisa determina apreensão de autoinjetores de adrenalina apareceu primeiro em Revista Oeste .
Go to News Site