Jornal O Globo
Após o ex-deputado federal e pastor evangélico Cabo Daciolo ter anunciado que Ricardo Rocha seria seu nome indicado para assumir o Ministério dos Esportes, o ex-jogador de futebol da Seleção Brasileira negou ter aceitado o convite. Daciolo se filiou ao partido Mobiliza para lançar sua candidatura à Presidência, oito anos depois da primeira tentativa. Planalto: Sucessão de Gleisi na articulação política segue indefinida e sob pressão de garantir aprovação de Messias no STF Jogo Político: A perda de força da candidatura Zema, e como Deltan age por Flávio dentro do partido Novo O anúncio, da pré-candidatura e da presença de Ricardo Rocha no grupo, foi feito por Daciolo em suas redes sociais nesta sexta-feira (3) ao lado do presidente nacional da sigla, Antônio Carlos Massarolo, e de outros correligionários. Mas, neste sábado, o ex-zagueiro da Seleção e do Vasco se manifestou em sua página do Instagram. Ele agredeceu o "interesse demonstrado" sobre meu nome, mas esclareceu que sequer houve convite formal e que a foto foi "algo pontual, um momento espontâneo entre vascaínos". Ricardo Rocha disse que, inclusive, recebeu contato de outros candidatos, mas que seu foco está "totalmente direcionado à minha imagem, à expansão do meu trabalho com palestras e às oportunidades comerciais, especialmente com a proximidade da Copa do Mundo de 2026". Initial plugin text Confira a nota de Ricardo Rocha: "Recebi com respeito e consideração as recentes menções ao meu nome, e agradeço o interesse demonstrado. No entanto, é importante esclarecer que nunca houve, de fato, um convite formal para qualquer tipo de participação. Ao longo desse período, recebi diversos contatos e convites de outros candidatos, todos tratados com o mesmo respeito e, ainda assim, optei por não seguir com nenhum deles. Meu foco, neste momento, está totalmente direcionado à minha imagem, à expansão do meu trabalho com palestras e às oportunidades comerciais, especialmente com a proximidade da Copa do Mundo de 2026. O encontro mencionado foi algo pontual, um momento espontâneo entre vascaínos, que acabou sendo registrado em uma foto, sem qualquer desdobramento além disso. Desejo sorte e sucesso a todos os envolvidos em seus caminhos. Seguimos com respeito, trabalho e propósito. Forte abraço, Xerife, Ricardo Rocha". Pré-Candidatura de Daciolo Na postagem de sexta, na qual compartilhou uma imagem da sua ficha de filiação ao Mobiliza, o ex-deputado escreveu o lema "Cabo Daciolo 2026" e fez referência a um versículo bíblico que diz "quando os justos governam, o povo se alegra". O anúncio acontece oito anos após Daciolo ser candidato à Presidência em 2018, durante o pleito que elegeu o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Na época, a popularidade entre os eleitores se deu pelo famoso jargão “Glória a Deus” do parlamentar, que defendia os preceitos cristãos durante a campanha e ia aos debates contra os adversários sempre com uma Bíblia Sagrada. Ao final do pleito, Daciolo obteve 1,26% dos votos válidos e ficou em sexto lugar na disputa, à frente de nomes como Henrique Meirelles (MDB), Marina Silva (Rede) e Álvaro Dias (Podemos). Interessado em voltar a disputar o Planalto neste ano, ele enfrentará uma eleição em que os votos dos evangélicos serão disputados pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). — Vamos lutar pela soberania nacional. Chega do imperialismo norte-americano e chinês. Sou nacionalista, trabalhista e patriota — disse ao GLOBO. No anúncio, Daciolo também adiantou a escolha de Ricardo Rocha como o indicado para assumir a pasta dos Esportes em seu eventual governo. O ex-jogador foi o zagueiro da Seleção quando o Brasil conquistou o tetracampeonato da Copa do Mundo em 1994. Ele também atuou como zagueiro e capitão do Vasco entre 1994 e 1996.
Go to News Site